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Polícia encontra três corpos perto da usina de Fukushima


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Tóquio - A polícia do Japão anunciou ter encontrado ontem dez corpos de vítimas do desastre que atingiu o país no dia 11 de março nos arredores da usina nuclear de Fukushima, onde continuam as operações para tentar conter um vazamento de material radioativo. Mais de 300 policiais vestidos com uniformes e máscaras protetoras começaram a inspecionar um raio de 10 km em torno da usina pela primeira vez desde o tremor seguido de tsunami que abalou o nordeste do país.

Alguns dos corpos estavam dentro de veículos arrastados pela onda gigante ou debaixo de escombros. "Se os corpos emitirem uma taxa alta demais de radioatividade, teremos que lavá-los antes de levá-los para o necrotério para a autópsia", indicou o porta-voz.

Segundo estimativas da polícia, 13.349 pessoas perderam a vida na tragédia, enquanto 14.867 ainda são consideradas desaparecidas. O imperador Akihito e a imperatriz realizaram ontem sua primeira visita à zona afetada pelo desastre para se encontrar com moradores em Chiba, vizinha a Tóquio.

O primeiro-ministro, Naoto Kan, desejou por sua vez que as regiões devastadas consigam se recuperar e oferecer uma qualidade de vida exemplar a seus cidadãos. "Gostaria que me propusessem um plano que permita ao Japão se restabelecer e criar um ambiente social melhor para a população", disse Kan, durante a primeira reunião do painel de especialistas montado por seu governo para coordenar os esforços de reconstrução.

Na central de Fukushima, atingida por uma onda de 14 metros de altura no dia 11 de março, que danificou o sistema elétrico e o sistema de resfriamento dos reatores, os funcionários da Tokyo Electric Power Company (Tepco) continuam bombeando a água radioativa que se infiltrou nas instalações e galerias subterrâneas. "Até agora, já retiramos 700 toneladas de água da galeria do reator 2", declarou Takeo Iwamoto, da Tepco.

"A retirada da água do interior e exterior das instalações durará semanas", destacou. Os técnicos calculam que pelo menos 60 mil toneladas de água radioativa inundaram os subterrâneos, os canais e salas de máquinas de três dos seis reatores da central. Esta delicada tarefa, complicada ainda mais pelos tremores secundários que ainda abalam a região, é indispensável para que as obras de restabelecimento do resfriamento possam começar.

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