Lideranças de Bauru e região estiveram reunidas na semana passada, na Superintendência Estadual do Banco do Brasil (BB), em Bauru, para discutir caminhos que possam fortalecer o agronegócio no município. Um dos focos da discussão levou o prefeito Rodrigo Agostinho a pensar em formas de melhor organizar os pequenos produtores rurais da cidade.
"O pequeno produtor precisa de atenção para impulsionar a economia local e fomentar a agricultura familiar", salientou Gerôncio Paes de Luna Filho, superintendente estadual do Banco do Brasil (BB) em Bauru.
O prefeito reconheceu a necessidade de organizar melhor os pequenos produtores da cidade para que eles possam conhecer a formas de financiamento e crédito.
"Há espaço para o desenvolvimento de atividades agrícolas, e podemos citar, por exemplo, o assentamento de Aimorés. Mas as pequenas propriedades estão mal utilizadas, abandonadas. Isso reflete a má organização desses pequenos produtores, a falta de um histórico de produção e a dificuldade que muitos têm para obter crédito. Falta organizar essa população", ressaltou o chefe do Executivo. Ele caracteriza ainda que o pequeno produtor tem como principal atividade rentável as feiras livres.
Dificuldades
O presidente do Sindicato Rural de Bauru, Maurício Lima Verde, pontuou algumas das dificuldades que limitam e inibem o desenvolvimento do pequeno produtor rural na cidade. "Há uma grande dificuldade na hora dele obter crédito rural, pois esse produtor não consegue oferecer garantia hipotecária, o que inibe sua participação", expõe.
Lima Verde ainda indica a necessidade da existência de trazer uma agroindústria para Bauru. "Uma agroindústria seria um estímulo para o crescimento da produção na cidade, pois assim os produtores não precisariam vender o que produzem para outras cidades. Para isso, o poder público local tem que estimular e trazer empresários para cá", salientou Lima Verde.
Para ele, uma agroindústria fortaleceria pequenos produtores rurais, sendo que a atividade mais propícia para esse porte de produtor seria a fruticultura.
Para mobilizar os pequenos produtores, Agostinho sugeriu que eventos em assentamentos e feiras livres sejam realizados direcionados a esse público. "Esse pessoal deve ser mobilizado para que tenha conhecimento das opções de crédito", disse.
Gerôncio apontou que não enxerga desorganização perante esses produtores menores. "Eles ainda apenas não se organizaram e vamos divulgar opções para crédito e outros programas voltados a esse público em encontros, fóruns", enfatizou.
Expansão
O superintendente estadual do Banco do Brasil (BB) em Bauru, Gerôncio Paes de Luna Filho, ressaltou que a instituição tem linhas de crédito que contemplam produtores rurais de pequeno, médio e grande portes, e que levar o conhecimento dessas opções de crédito rural a esses públicos é meta do banco. Mas a pretensão também é que as atividades voltadas ao agronegócio em Bauru se diversifiquem.
"O crédito agrícola em Bauru representa 0,8% em todo o Estado, sendo que 70% dos créditos concedidos são voltados à produção de cana de açúcar. Mas achamos que outras culturas possam se desenvolver no município, como soja, milho, assim como a hortifruti, que vai de encontro ao pequeno produtor, que pode se beneficiar através da agricultura familiar", comentou.