Nove palcos espalhados pela região central de São Paulo, 24 unidades da rede CEU e 12 unidades do Sesc recebem, a partir das 18h de hoje, cerca de 1.300 apresentações programadas para a sétima edição da Virada Cultural, megaevento organizado pela prefeitura em parceria com o Estado. Bauru ficou de fora da programação este ano.
Rita Lee abre os shows do palco Júlio Prestes, ao mesmo tempo em que KL Jay, Edi Rock e Don Pixote dão o pontapé na República e Tiê na 15 de Novembro. "Não tem um palco principal, para evitar concentração de público", diz José Mauro Gnaspini, coordenador do evento.
Em 2011 o evento reúne número recorde de artistas internacionais. "Com o real forte, está bem mais fácil negociar lá fora", afirma. O palco Líbero Badaró, por exemplo, reúne jazzistas brasileiros e estrangeiros. Entre eles o organista inglês Brian Auger. Também é expressivo o número de atrações ligadas ao teatro, à dança, ao cinema e às artes plásticas.
Um dos destaques é "Holanda Monumental na Virada Cultural 2011", com projeções de fotos e vídeos de artistas holandeses na fachada de edifícios do largo São Francisco, entre 20h e 21h. irada se firma sem avanços concretos.
Sem avanço
Seis vezes nos últimos seis anos uma multidão invadiu o centro de São Paulo durante a Virada Cultural. Neste fim de semana, 4 milhões de pessoas são esperadas para ver os mil espetáculos de todo tipo em palcos armados na região mais antiga da cidade.
Mantendo quase a mesma estrutura do ano passado, a Virada Cultural deste ano promete reforçar a limpeza e o policiamento, afastando mais um palco do outro. Enquanto a festa se consolida no calendário paulistano, pouco, de fato, mudou no cenário da Virada. Quem desvia o olhar do show percebe fachadas degradadas, abandono de prédios históricos e becos mal iluminados.