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Por falta de pagamento, vigilantes da TV Unesp entram em greve

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Os quatro agentes de segurança da TV Digital da Universidade Estadual Paulista (Unesp) entraram, ontem, em greve por tempo indeterminado. Eles protestam por atrasos no pagamento de salários e pelo não recebimento de benefícios como cesta básica, tíquete-alimentação e vale-transporte nos últimos três meses.

Os vigilantes são funcionários da Buzati Segurança, de Dracena (SP), empresa contratada pela Unesp para realizar o serviço. A Buzati é responsável ainda por garantir a segurança dos prédios do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) e da Defensoria Pública de Bauru, cujos profissionais terceirizados ainda não aderiram à paralisação.

Segundo o Sindicato dos Vigilantes de Bauru, eles aguardarão até a próxima segunda-feira para avaliar se integrarão o movimento. "Os agentes esperam que, até esta data, a empresa pague ao menos o salário atrasado. Se os valores não forem pagos, decidirão se vão ou não parar as atividades", adianta o diretor-presidente do sindicato, José Antonio de Sena.

Conforme publicou o JC, pelo quarto mês consecutivo a Buzati estaria atrasando em 15 a 20 dias o pagamento dos salários dos vigilantes. Em abril, os vencimentos deveriam ter sido repassados no dia 7, mas, até o momento, a empresa não deu uma resposta concreta de quando os valores serão pagos.

Para contornar a situação, a Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) ? responsável pela TV Unesp ? se viu obrigada a contratar temporariamente alguns profissionais para prover a segurança das dependências da emissora durante o período de greve. Segundo informa a assessoria de imprensa da Unesp em São Paulo, a Buzati foi notificada por abandono de posto e o caso será encaminhado à assessoria jurídica da universidade, que irá analisar quais outras providências poderão ser tomadas.

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