Brasília - O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o combate ao fim da pobreza extrema são as duas grandes prioridades que sustentarão a execução orçamentária do próximo ano, segundo afirmou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Ela está detalhando o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que foi enviada esta tarde ao Congresso Nacional.
Durante entrevista coletiva, a ministra disse que o governo adotou postura austera na definição dos parâmetros. Isso, segundo ela, reafirma a manutenção do tripé dos três pilares da economia adotada (câmbio flutuante, meta de inflação e superávit primário). "É mais um instrumento do governo que reafirma a importância do tripé econômico na nossa economia", afirmou.
Miriam salientou também que, assim como já foi feito em 2010, este ano a meta de superávit primário a ser cumprido pelo governo será fixada em termos nominais. Ela lembrou que a meta deve ser cumprida pelo governo central e Estados e municípios e que as estatais foram retiradas dessa obrigação: a Petrobras em 2009 e a Eletrobras em 2010.
"Está zero (na rubrica), pois elas também não podem fazer déficit." A ministra salientou ainda que, como em anos anteriores, o abatimento da meta de poderá ser feito com o PAC.