O que buscamos realmente na vida? É essa a vida que levamos que queremos para nós?
Queremos estar onde costumamos estar?
Queremos estar com quem costumamos estar?
Queremos realmente os nossos desejos?
Não fazer tais questionamentos é não se importar com as coisas ao seu redor. É não utilizar o discernimento. É viver de forma automática.
A vida nos deu riquezas. Delas destaco o tempo, o pensar e o problema. Alguém pode questionar: mas o problema é uma riqueza? Sim, pois ele é um mecanismo de desenvolvimento de inteligência, uma vez que a mente evolui na resolução de algo indesejável. Detalhe importantíssimo: todas essas riquezas são gratuitas e democráticas. Todos nós as temos. Agora, por quê foram nos dadas essas riquezas? Os objetivos são múltiplos, mas um deles, na minha opinião, é para nos libertarmos de prisões mentais, como ignorâncias, medos, preconceitos, paradigmas, negatividades etc.
?Como você percebe o estágio de liberdade em uma pessoa?
Pelo seu nível de autonomia na vida. A autonomia, que significa faculdade de se governar por si mesmo ou liberdade moral ou intelectual, por sua vez, só se consegue com muita vivência, obtenção de maturidade e evolução moral.
No estágio de autonomia elevada, você deixa de se preocupar com o medo de cair no ridículo, deixa de se importar com que os outros pensam, se imuniza contra complexos, ilusões e comparações.
Com muito bom senso, filtra as convenções da sociedade e passa a priorizar os próprios desejos.
Eis aqui um perfil de pessoa autônoma: É animada continuamente, persistente, calma, tranquila, otimista, edifica sempre, despreocupada sem ser irresponsável, paciente, pratica silêncio perante a injúria, compreensiva perante as adversidades, corajosa, esperançosa e sabe falar "não".
Pessoas que atingem esse estágio de liberdade em uma sociedade que ainda mantém em sua cultura a discriminação, são raríssimas.
?Quantas pessoas com autonomia desenvolvida você conhece?
Dá para contar nos dedos.
Portanto, experimente reservar um tempo, todos os dias, para refletir sobre você mesmo na questão da autonomia. Ausência de liberdade não faz bem para a alma. Na liberdade tanto a visão como as faculdades sensoriais se ampliam de forma inimaginável. E o mais importante: na liberdade, a vida tem mais sentido.
Davison de Lucas - diretor da M.Davison & associados