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Prefeito de Pongaí comete suicídio

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito de Pongaí (100 quilômetros de Bauru) Ademir Bortoli (PSDB), 48 anos, se suicidou ontem em uma estrada vicinal que liga a cidade a Pirajuí. Ele disparou um tiro contra o ouvido dentro de um veículo oficial. Chegou a ser socorrido ao posto de saúde e posteriormente a um hospital, mas não resistiu ao ferimento.

De acordo com o tio dele, Luiz Bortoli, o prefeito estava em tratamento de depressão e enfrentava problemas familiares, estava separado da mulher. Ontem, ele saiu de casa, pouco antes do meio dia, em companhia de um irmão. Mas ao invés de seguir o irmão para a almoçarem juntos, ele seguiu para a vicinal.

No quilômetro 20 da estrada, a oito quilômetros da casa dele, ele estacionou o veículo e efetuou o disparo. Um morador da cidade que passava pelo local observou o carro parado e foi ver o que tinha acontecido. Deparou com o corpo caído e tentou socorrer, mas não teve êxito.

Segundo a família, o ato foi planejado. "Ele deixou sobre a cama o álbum de casamento, dois cheques assinados, todos os documentos pessoais e a senha do banco. Ele estava em depressão e não ingeria os remédios conforme a prescrição médica."

O tio explica que nunca soube que o sobrinho tinha uma arma em casa e desconhece de onde ela surgiu. Ademir Bortoli tinha dois filhos, um de 27 e outro, 25 anos.

De acordo com o ex-prefeito Francisco Henrique (PMDB), Bortoli estava afastado do cargo havia uma semana, por motivos de saúde. "Os verdadeiros motivos do suicídio desconhecemos. Sabemos que ele se afastou porque tinha que fazer uma cirurgia no pé e que enfrentava problemas na família."

Até o fechamento desta edição, o corpo ainda não tinha sido liberado e o horário do enterro não havia sido definido.

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