?Vacina contra a gripe H1N1
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo quer vacinar 5,5 milhões de paulistas contra a gripe na campanha que começa no próximo dia 25 de abril. O número corresponde à meta de 80% dos 6,8 milhões de idosos com 60 anos ou mais, gestantes, crianças a partir de 6 meses e menores de 2 anos, indígenas e profissionais de saúde do Estado. Em Bauru, cerca de 147 mil pessoas devem ser vacinadas. Pela primeira vez, as doses da campanha sazonal também irão imunizar imunizarão a população também contra a gripe A H1N1, tipo que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009. Em 2010 também foi realizada campanha contra a nova gripe, mas ela aconteceu em época diferente à da sazonal.
?Dengue no Paraguai
O Paraguai sofre a pior epidemia de dengue de sua história, mais grave que a de 2007, quando o sistema de saúde do país entrou em colapso, afirmou a ministra de Saúde Pública, Esperanza Martínez. A doença provocou a morte de 23 pessoas até agora em 2011, mais que as 17 vítimas fatais registradas há quatro anos. O ministério contabilizou cerca de 7 mil infectados e 22 mil casos suspeitos, mas reconheceu que o número pode ser maior. Em 2007 foram 25 mil casos.
?Radiação no Japão
A usina nuclear danificada de Fukushima Daiichi vazou até agora cerca de um décimo da radiação disseminada pelo desastre de Chernobyl, levando alguns especialistas a alertar sobre riscos sérios e de longo prazo à saúde. A Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão (NISA, na sigla em inglês) e a Comissão de Segurança Nuclear do Japão estimaram que os níveis de radiação cumulativa estão entre 370 mil e 630 mil terabecquerels. Um valor médio de 500 mil terabecquerels representa quase 10 por cento da radiação total de 5,2 milhões de terabecquerels liberados por Chernobyl. A cifra de Chernobyl foi fornecida pelas agências japonesas.
?Cérebro mapeado
Cientistas anunciaram ter dado mais um passo para desenvolver um modelo computadorizado do cérebro depois de terem encontrado, pela primeira vez, uma maneira de mapear conjuntamente as conexões e as funções das células nervosas do cérebro. Num estudo no jornal Nature, pesquisadores do University College London (UCL) descreveram uma técnica desenvolvida num camundongo que os possibilitou combinar informações sobre funções dos neurônios com detalhes das suas conexões. O estudo é parte de uma área emergente da neurociência chamada "conectomia", que busca mapear as conexões do cérebro. Ao poderem mapear essas conexões, cientistas esperam entender como pensamentos e percepções são gerados e como essas funções deixam de operar e resultam em doenças como Alzheimer, esquizofrenia e derrames.
?Chá-verde e tai chi aumentam massa óssea
Chá-verde e tai chi chuan melhoram a saúde dos ossos e reduzem a inflamação em mulheres na menopausa, segundo um estudo apresentado em um congresso de biologia nos EUA. A pesquisa, feita com recurso dos Institutos Nacionais de Saúde americanos, estudou 171 mulheres na pós-menopausa. A idade média das voluntárias era de 57 anos. Todas tinham risco de osteoporose e foram divididas em quatro grupos para a pesquisa. Um tomou placebo e não fez tai chi chuan. Outro tomou pílulas com antioxidantes do chá-verde e também não fez o exercício. O terceiro tomou placebo e fez tai chi três vezes por semana, e o quarto grupo tomou antioxidantes e fez tai chi. Todos os grupos foram acompanhados por seis meses. O consumo das cápsulas de polifenois (em níveis equivalentes a quatro a seis xícaras de chá por dia) e a participação nos exercícios de tai chi aumentaram a densidade óssea e a força muscular das mulheres, diminuindo os marcadores biológicos do estresse oxidativo, que leva a inflamações.
?Célula do sangue "vira" em célula cardíaca - 1
Cientistas da Universidade Johns Hopkins (EUA) anunciaram uma receita mais simples e eficiente para transformar células do sangue em células cardíacas, que batem de forma idêntica às naturais do coração. O estudo, publicado na revista "PLoS One", deve ajudar a criar culturas celulares nas quais será possível testar medicamentos para doenças cardíacas. No futuro mais distante, tais células poderiam ser diretamente transplantadas para quem tem problemas de coração. Para o médico Elias Zambidis, coordenador do estudo, a analogia culinária não é só força de expressão. "A receita para esse processo era a de um minestrone [sopa tipicamente italiana] complicadíssimo, e nós a transformamos numa sopa simples", comparou ele em comunicado.
?Célula do sangue "vira" em célula cardíaca ? 2
Hoje, para obter a transformação completa de um tipo celular em outro, é comum que os cientistas usem certos vírus. Tais vírus carregam certos genes capazes de induzir a chamada pluripotência -a capacidade de assumir um estado celular semelhante ao de um embrião. Os vírus, então, transferem esses genes às células escolhidas, que se tornam pluripotentes. Depois, elas são cultivadas de maneira a se transformar na variedade celular desejada. Zambidis e companhia conseguiram transferir os genes diretamente às células do sangue, usando um fragmento circular de DNA. Depois, usaram um "caldo" especial mais simples e barato para cultivar as células do sangue e transformá-las em células cardíacas. O que mais chamou a atenção foi a eficiência do processo: cerca de 95% das células que se tornaram pluripotentes passaram a bater como células cardíacas. Em procedimentos anteriores, uma taxa de sucesso de 10% já era considerada muito boa.
?Mulheres desconhecem osteoporose
Uma pesquisa recente com 232 mulheres que têm osteopenia ou osteoporose, realizada no Hospital da Mulher da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostra um grande desconhecimento das pacientes sobre o tratamento dessas doenças, que são mais comuns em mulheres, especialmente após a menopausa. A osteopenia é o início da perda da massa óssea, que a longo prazo e sem a adoção de medidas preventivas, pode evoluir para a osteoporose, quando os ossos ficam extremamente frágeis, aumentando o risco de fraturas graves. Conforme a pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas, de um total de 20 pontos (que representaria um excelente conhecimento sobre as doenças e o tratamento) a média verificada entre as mulheres pesquisadas foi de apenas 3,78 pontos. Segundo os médicos, o conhecimento sobre a osteopenia e a osteoporose é fundamental para o tratamento, que é de longo prazo e pode envolver o uso de terapia hormonal, medicações específicas, dieta alimentar e atividade física.