Regional

Lins já encontrou o caminho da ?conquista?

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Um grupo de trabalho focado na ?conquista? de novas empresas para fazer de Lins (102 quilômetros de Bauru) um polo industrial. Este foi o primeiro passo que a cidade deu para chegar ao 6o Distrito Industrial. A fórmula, segundo o diretor de Desenvolvimento, Israel Alfonso, tem vários itens e o mais importante foi uma mudança na legislação que agiliza os processos de implantação das indústrias candidatas.

"Geralmente as cidades acham que basta doar terreno. Essa é uma política errada, porque terreno todo lugar tem. Para quem vai implantar uma planta industrial o terreno, muitas vezes é o menor investimento a ser feito. Algumas cidades insistem em colocar placa na rua oferecendo o espaço. Na minha opinião é muito pouco."

Alfonso frisa que na cidade já existia uma força industrial em 2006. "Nós montamos um esquema para fazer crescer o que já existia, o que cooperou com o sucesso. Foi mais fazer trazer algumas empresas que prestavam serviços para aquela que está aqui. Focamos o trabalho e fomos em busca."

A legislação de incentivos agilizou os processos de implantação de novos empresas. Nela avançamos na oferta de alguns serviços. "Você doa o terreno mas pode fazer alguns trabalhos de infraestrutura na área. É isso que fizemos. Recentemente uma empresa que industrializa sangue e ovos para produzir proteína para alimentação animal se instalou aqui. Ela esperaria mais de um ano para conseguir a licença da Cetesb."

Através de um convênio prefeitura/Cetesb, determinados itens de licenciamento ambiental são cumpridos pela própria prefeitura. "As empresas de pequeno ou médio risco na área ambiental quem licencia é a prefeitura. Mantemos uma equipe com engenheiros ambientais/florestais/agrônomo e biólogo. Uma empresa, exemplifica, teve que cortar uma árvore para instalar sua estrutura. A prefeitura fez um TC para que eles plantassem 25 árvores em outro local da própria empresa e tudo foi resolvido."

Mão de obra treinada para atender a demanda é outro item que faz a diferença, ensina Alfonso. "Investimos fortemente na implantação da Fatec. Doamos tudo para o estado. O Senai se instalou aqui com a parte pedagógica e equipamentos. A prefeitura com os demais itens, inclusive a manutenção dos equipamentos."

Toda cidade precisa discutir a sua vocação, alerta o diretor. "Figuramos entre as maiores contribuintes junto ao Fiesp por causa da quantidade de indústria, mesmo assim, procuramos saber o que o entrocamento das duas rodovias, hidrovia, ferrovia permitiam fazer. Descobrimos uma vocação logística e começamos a trabalhar nisso. Uma empresa do setor transferiu toda a logística de transporte dela para Lins. São 300 funcionários. Em função disso, algumas transportadoras e distribuidoras estão se instalando aqui."

Para acolher os funcionários das novas empresas, a prefeitura investiu na habitação. "Mudamos as leis, facilitamos para as construtoras. Temos vários condomínios em construção, pretendemos chegar no final do ano que vem com mais 2 mil unidades habitacionais. Junto as moradias, terão escolas, lazer e tudo o que o trabalhador precisa."

Comentários

Comentários