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Governo vai revitalizar 11 caças


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São Paulo - O Comando da Aeronáutica está investindo R$ 276 milhões na revitalização de 11 caças F-5E comprados da Jordânia por um valor estimado entre R$ 59,4 milhões e R$ 99 milhões. No total, o gasto máximo bate em R$ 375 milhões, cobrindo também a construção de um simulador digital de voo.

A decisão da reforma está diretamente ligada ao plano de reorganização da Força. O primeiro e mais amplo movimento foi a mudança do Esquadrão Pacau, para Manaus. Seis F-5M foram transferidos da base aérea de Natal na primeira quinzena de dezembro de 2010. A Aeronáutica prevê o reposicionamento de outras unidades no Centro Oeste e no Nordeste até 2014.

O jato, em versão avançada, denominada F-5M Tigre pela Força Aérea Brasileira, é a principal aeronave de combate da aviação militar. A decisão pela revitalização dos jatos nada tem a ver com a escolha F-X2, para compra de caças de múltiplo emprego e tecnologia avançada.

O avião aperfeiçoado está em certa medida afinado com a quarta geração de aeronaves da mesma classe - entretanto, distante dos três finalistas na seleção internacional. A lista inclui o francês Rafale, o sueco Gripen NG, e o americano F-18 Super Hornet.

Os 11 aviões foram adquiridos em 2007 e deveriam servir, a princípio, como reserva de partes e de peças de reposição.

No lote jordaniano, há três unidades de dois lugares, para o treinamento e cumprimento de missões especiais de ataque - esses, sim, receberiam a nova formatação tecnológica. O procedimento será todo feito pela Embraer Defesa e Segurança, na fábrica de Gavião Peixoto, distante 300 quilômetros de São Paulo.

O executivo Orlando Ferreira Filho, vice-presidente da companhia, diz que os caças serão entregues entre 2013 e 2015. Os 46 caças F-5 da FAB estão sendo convertidos na configuração M (modernizado) pela Embraer desde 2000. O valor dessa encomenda é estimado em US$ 420 milhões. A parceira da empresa nacional é a israelense Elbit.

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