Regional

Sem-terra desocupam Usina Guaricanga

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Presidente Alves ? Ontem à tarde, em cumprimento da liminar de reintegração de posse, aproximadamente 100 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deixaram pacificamente as dependências da Usina Guaricanga, no distrito de São Luiz do Guaricanga, em Presidente Alves (56 quilômetros de Bauru). O grupo estava acampado no local desde o último sábado com o objetivo de reivindicar a garantia dos direitos trabalhistas dos funcionários da empresa, que está em processo de recuperação judicial.

De acordo com Judite dos Santos, que integra o MST, o prazo para a desocupação da área da usina vencia ontem. "Nós estamos cumprindo pacificamente. Nosso interesse não é colocar famílias em conflito com a polícia", declarou momentos antes de deixar a usina. "Nós estamos saindo daqui acreditando que atingimos o nosso objetivo, que é, principalmente, denunciar a violação dos direitos trabalhistas que a destilaria Guaricanga vem fazendo nos últimos anos".

Na opinião dela, a ação, que integra o movimento Abril Vermelho, com invasões em todo o País, teve saldo positivo. "Uma das condições que nós colocamos para desocupar o local é justamente que a usina se comprometesse a estar cumprindo a recuperação judicial. E uma das coisas que já está marcada é para o dia 29 (de abril) acontecer o primeiro leilão de uma das fazendas que vai ser destinada ao pagamento dos trabalhadores. E o segundo leilão é no dia 15 de maio", revela. "Nós, do MST, estamos dispostos a voltar a ocupar a destilaria caso a usina não cumpra com seus compromissos".

O MST ocupou a usina Guaricanga por volta das 5h do último sábado, impedindo que aproximadamente 150 funcionários iniciassem seus trabalhos. A diretoria da empresa chegou a tentar propor um acordo com o grupo, mas não conseguiu. A reintegração de posse da usina foi pedida no mesmo dia pelo advogado da Guaricanga, Rogério Crepaldi. A liminar foi deferida e o MST tinha até a tarde de ontem para desocupar as dependências da usina.

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