Goiânia - A necropsia de corpos no Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, que está em reforma desde 2009, está sendo feita no pátio do instituto, a céu aberto. Ontem eram 12 cadáveres expostos ao sol dentro de cubas (gavetas de plástico), algumas até sem tampas. Segundo Ana Lira, auxiliar técnica do IML, o cheiro é insuportável. "Seria necessária uma sala fechada, com condições adequadas para o armazenamento desses corpos, mas desde quando a sala foi demolida em 2009, não temos espaço", afirma. A funcionária contou ainda que os familiares são levados ao pátio para o reconhecimento dos corpos, sem o mínimo cuidado com higiene. Além da falta de lugar adequado, há geladeiras estragadas no órgão.
Não há vizinhos próximos ao local, que fica em uma região de delegacias, e anexo ao Instituto de Criminalística.
A superintendente da Polícia Técnico-científica de Goiás, Rejane Senna Barcelos, afirma que após a necropsia, os corpos são colocados no interior do IML imediatamente, e nega a denúncia de superlotação e problema de infraestrutura.