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Dilma diz que reforma do Conselho de Segurança da ONU não é "capricho??

Folhapress
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Brasília - A presidente Dilma Rousseff voltou a cobrar ontem a reforma do Conselho de Segurança da ONU. Dilma disse que em termo de segurança "a ONU envelheceu" e que a reformulação do órgão "não é um capricho do Brasil".

Ao participar das comemorações do Dia do Diplomata, Dilma afirmou que a política externa do Brasil será pautada pelos direitos humanos e que as parcerias com os países da America do Sul terão prioridades. A presidente afirmou também que o Brasil "deixou de ser visto como um país pequeno e impotente".

Segundo Dilma, a reforma do Conselho do ONU é necessária para reconhecer o papel dos países emergentes no atual cenário internacional.

"Do ponto de vista da segurança a ONU também envelheceu. Os eventos mais recentes nos países árabes no norte da África mostram uma saudável onda de democracia, que desde seu início apoiamos, e refletem também a complexidade dos desafios dos tempos em que vivemos. Lidamos com fenômenos que não mais aceitam políticas imperiais, certezas categóricas e respostas guerreiras de sempre", disse.

Na avaliação de Dilma, a mudança no conselho será dar mais relevância a questão da segurança no mundo.

"Reformar o Conselho de Segurança da ONU não é, portanto, um capricho do Brasil. Reflete necessidade de ajustar esse importante instrumento da governança mundial a correlação de forças do século 21. Significa atribuir aos temas da paz e segurança a efetiva importância. Mais do que isso, exige que as grandes decisões a respeito sejam tomadas por organismos representativos e, por essa razão, mais legítimos", disse.

A presidente afirmou que a defesa dos direitos humanos, ainda mais agora está no centro das preocupações das políticas externas. "Vamos defender sem concessões, sem discriminações", disse.

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