Brasília - A presidente Dilma Rousseff foi escolhida uma das 100 pessoas mais influentes do ano pela revista americana "Time".
O texto sobre Dilma foi escrito pela ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet.
"A nova presidente do Brasil é uma lutadora corajosa que se levantou contra a ditadura militar e que dedicou sua vida a construir uma alternativa democrática para o desenvolvimento, a igualdade social e os direitos das mulheres", diz Bachelet na apresentação.
A chilena afirma que não é fácil ser a primeira mulher a governar seu país. "É ainda mais difícil governar um país tão grande e globalmente relevante como o Brasil."
Para Bachelet, que deixou a Presidência neste ano, o Brasil vive um momento único da sua história, que exige um "líder de sólida experiência e firmes ideais".
"Dilma oferece precisamente essa combinação virtuosa de sabedoria e convicção que seu país precisa", completa.
Na edição deste ano também foram lembrados a chanceler alemã, Angela Merkel; o presidente francês, Nicolas Sarkozy; o líder americano Barack Obama e sua mulher, Michelle; o príncipe William e sua noiva, Kate Middleton; a secretária de Estado americana, Hillary Clinton; o primeiro-ministro britânico, David Cameron; e o primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu.
A lista inclui personalidades de áreas bastante variadas. Estão lá, por exemplo, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg; o criador do site WikiLeaks, Julian Assange; o chefe de mercado do Google para Oriente Médio e África, Wael Ghoneim, um dos líderes da revolta popular no Egito; o ator britânico Colin Firth; o jogador de futebol argentino Lionel Messi e o cantor canadense Justin Bieber.
A única personalidade citada em todas as edições da lista é a apresentadora americana Oprah Winfrey.
No ano passado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi listado como um dos mais influentes. Ele também já tinha aparecido no mesmo ranking em 2004.
Presidente compara inconfidentes mineiros com combate à ditadura
Ouro Preto - A presidente Dilma Rousseff participou ontem das homenagens do Dia de Tiradentes, em Ouro Preto (MG), e traçou paralelos entre a luta dos inconfidentes mineiros no século 18 e o combate à ditadura militar (1964-1985).
Os restos mortais de três inconfidentes foram sepultados ao lado de outros mártires no museu que existe na cidade em homenagem ao movimento.
O museu fica em frente à praça onde partes do corpo de Tiradentes foram expostas à população em 1789.
Dilma lembrou que os inconfidentes que tiveram os corpos recém-sepultados morreram na África e disse: "Eles foram exilados por haverem se atrevido a desejar um Brasil independente. Na nossa história, muitos tiveram que se exilar por desejar também liberdade e democracia".
A presidente disse ainda que cada conquista do povo brasileiro é reflexo do sonho dos inconfidentes e lembrou de sua prisão pelos militares.