São Paulo - "A 25 de Março mudou-se para o Mercadão", diz a dentista Ana Maria Castro.
Não que a central de abastecimento paulistana tenha passado a vender bugiganga: na véspera da Páscoa, a multidão que costuma lotar o comércio popular parece ter se deslocado para lá, atrás de bacalhau e especiarias para o almoço da Sexta-feira Santa.
A fila para comer pastel ou sanduíche de mortadela e a espera para ser atendido nos boxes passava ontem de uma hora. No mezanino, os restaurantes distribuíam senhas a quem quisesse uma mesa. "Além dos clientes em busca de bacalhau, muitos turistas que vieram a São Paulo no feriado aproveitaram o dia de sol para conhecer o mercado", afirmou Leonardo Chiappetta, dono de um dos empórios mais tradicionais, aberto em 1908.
A expectativa dos comerciantes é que o movimento de clientes de última hora seja ainda maior hoje - o mercadão também abre normalmente amanhã.