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Colhemos o que plantamos!

Ricardo Coube
| Tempo de leitura: 2 min

Circula na internet um filme que mostra a discrição, simplicidade, baixo custo e investimento dos políticos que atuam na Suécia. A Suécia é uma monarquia que possui um dos melhores níveis de escolaridade do mundo. Eu não conheço o País, mas aqueles que visitaram dizem que a qualidade e perfeição do funcionamento do serviço público é algo que impressiona muito.

Acho razoável relacionarmos o padrão da classe política sueca com o grau de escolaridade, formação cultural e educação do seu povo.

No Brasil, a classe política é o pior exemplo que possuímos, onde demonstramos todo o nosso despreparo educacional e cultural do nosso povo.

Enquanto aqui a iniciativa privada, mesmo convivendo neste caos tributário, insegurança jurídica, insegurança pública, burocracia doentia, falta de qualificação de pessoa, saúde pública sofrível, etc... mesmo neste cenário as empresas privadas conseguem padrão de performance de 1ª classe, ou seja, competem competentemente em mercados concorridos.

Enquanto a nossa produtividade cresce 1% ao ano, a da Coreia cresce 7% e a da China 5%. Portanto, até quando sustentaremos as mazelas públicas fruto de uma classe (política) que reflete o nosso estágio de educação e formação de cidadãos?

Imaginar que os atuais políticos estão debatendo uma reforma política para valorizar e dignificar o papel do político brasileiro. Alguém acredita que sairá algo que preste dessa discussão?

Alguém faz ideia de quanto custa para o País a manutenção de toda esta estrutura política em Brasília, estados e municípios? O retorno deste custo é proporcional à qualidade de serviços públicos existentes? Só para se ter uma ideia da questão acima, o cartão corporativo da Presidência gastou nos três primeiros meses deste ano R$ 3.700.00,00.

A questão é tão endêmica que o governo trabalhou contra a manutenção da presidência da Vale, porque houve exageros no estilo de gestão sério, competente e lucrativo. Como sócio, o governo prefere o estilo da Petrobrás, que é uma grande teta onde um monte de político mama.

A questão é: até quando suportaremos esta situação? Esperaremos perder a competição com China, Coreia, USA e outros para depois acordar e investir corretamente na formação das pessoas?

E em Bauru, como está a relação entre custo versus benefício do serviço público municipal? Este é um bom tema para um próximo artigo. Abraços!


O autor, Ricardo Coube, é diretor do Grupo Tiliform

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