Internacional

Regime sírio ataca funeral e mata mais 8


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Damasco - Forças de segurança sírias abriram fogo novamente ontem contra dezenas de milhares de manifestantes que faziam funerais das ao menos 88 pessoas mortas na véspera, naquele que foi considerado o dia mais violento desde o início das revoltas antirregime no país, em março. Pelo menos mais oito pessoas foram mortas ontem em várias cidades da Síria, principalmente em Douma, no subúrbio de Damasco, e em Izraa.

A violência da repressão levou dois parlamentares a anunciarem as suas renúncias, as primeiras depois da crise. Em Douma, as cerimônias reuniram cerca de 50 mil pessoas, segundo relatos. Em Izraa, foram cerca de 5.000.

A exemplo da véspera, manifestantes entoaram cantos contra o ditador Bashar Assad, pedindo abertura política e reformas no regime.

Ontem, forças de segurança dispararam contra dezenas de milhares de oposicionistas em várias cidade do país, deixando ao menos 88 mortos. Uma organização de direitos humanos, no entanto, estimou em mais de cem o número de vítimas.

De acordo com a ONG Anistia Internacional, entre os mortos de sexta estavam um homem de 70 anos e dois meninos de 7 e 10 anos.

Não há confirmação independente das cifras, dadas as restrições impostas ao trabalho da imprensa.

A onda de protestos pelo país reproduziu o padrão das últimas semanas, quando manifestantes aproveitaram a sexta-feira -dia sagrado para os muçulmanos- para promover os protestos.

Desta vez, no entanto, os atos antirregime sucederam em poucos dias a revogação do estado de exceção em vigor havia 48 anos. A violenta repressão sinaliza a disposição do ditador da Síria de não tolerar novos protestos depois de feita a concessão. Desde o início das manifestações contra o regime ditatorial na Síria, na esteira das revoltas que depuseram os ditadores da Tunísia e do Egito, ao menos 300 pessoas morreram.

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