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Aplicação pode afetar espécies inocentes


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Goiânia - A ideia de mudar aplicar agrotóxicos em parques do país ainda provoca desconfiança entre ambientalistas e pesquisadores. Os próprios diretores das reservas reconhecem que o produto pode sim afetar as espécies nativas. Em 2007, uma pesquisa da USP mostrou que um agrotóxico aplicado nas cerca de 40 lavouras do entorno do Parque das Emas contaminava aves ameaçadas de extinção. Uma liminar chegou a suspender, em 2008, o uso de alguns agrotóxicos em uma faixa de até 2 km ao redor do parque. A decisão, no entanto, referia-se apenas aos tipos mais tóxicos dos produtos, como inseticidas, e foi suspensa meses depois.

O pesquisador Sady Valdes, responsável pelo estudo na época, diz que a aplicação de herbicidas pode até "mudar a paisagem do cerrado".

Para a engenheira agrônoma Ana Maria Junqueira, que estuda métodos alternativos aos agrotóxicos, produtos como herbicidas trazem riscos de contaminação também ao ser humano.

Segundo ela, uma alternativa pode ser a aplicação tópica, em que o produto é usado apenas no local onde há a ameaça. Mesmo assim, ela diz que os órgãos ambientais precisam ficar atentos para, a partir disso, não perder o controle sobre o uso desses produtos.

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