Internacional

Jovens rebeldes são contra acordo no Iêmem


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Sanaa - Manifestantes antirregime no Iêmen expressaram ceticismo sobre o anúncio do governo do ditador Ali Abdullah Saleh de que aceita plano que prevê a sua saída em 30 dias e promoveram ontem novos protestos pelo país.

Anteontem, o governo disse ter concordado com a proposta de um acordo elaborado pelo CCG (Conselho de Cooperação do Golfo) - que reúne seis países da região - prevendo a saída de Saleh.

O ditador, há 32 anos no cargo, daria lugar a seu vice em 30 dias a contar a partir do momento da formalização do acordo - o que ainda não tem previsão para ocorrer.

A principal coalizão de grupos de oposição louvou o anúncio do governo, mas os manifestantes e ativistas que assumiram a linha de frente dos protestos iniciados ainda em fevereiro dizem duvidar das intenções de Saleh.

"Há muito ressentimento entre os jovens pelo fato de a oposição ter aderido a essa iniciativa", disse Abdulhafez Muajeb, líder de protestos em Hudaida. "Vamos manter os protestos até que (Saleh) renuncie imediatamente", afirmou. Na capital, Sanaa, manifestantes gritavam "Sem negociação: renuncie ou fuja??.

Em entrevista à TV britânica BBC, o ditador iemenita disse que só aceita transferir o cargo para um líder eleito e que não deixará o poder para um grupo de "insurgentes".

O plano do CCG prevê que uma eleição presidencial seja realizada em até dois meses após a saída de Saleh. O líder afirmou que grupos ligados à Al-Qaeda aproveitam a crise para ganhar terreno, em uma tentativa de atrair apoio dos EUA e aliados.

Também ontem nove pessoas - seis militares - morreram em confronto de forças do governo com insurgentes armados de uma tribo no sul do Iêmen, afirmaram fontes de segurança do regime.

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