Internacional

Estados Unidos ameaçam Síria com sanções após 350 mortos


| Tempo de leitura: 2 min

Damasco - O recrudescimento da repressão da ditadura de Bashar Assad contra os oposicionistas provocou reações contrárias em todo o mundo. Os EUA classificaram a ação do governo sírio como "deplorável". Funcionários do governo disseram à agência Associated Press que a Casa Branca estuda sanções contra Assad, provavelmente incluindo congelamento de bens e veto a viagens. Aliada do Irã e inimiga de Israel, a Síria é um dos principais opositores dos EUA no Oriente Médio - o Departamento de Estado americano a considera patrocinadora do terrorismo por apoiar grupos como o libanês Hizbollah e o palestino Hamas.

França, Reino Unido, Alemanha e Portugal, integrantes do Conselho de Segurança da ONU, instaram o órgão a tomar medidas contra os ataques da ditadura síria, o que deve ser discutido em reunião na tarde de ontem. A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu investigação sobre os relatos de assassinato e soltura imediata de ativistas e presos políticos.Em nota divulgada pelo Itamaraty, o Brasil repudiou o uso da força contra manifestantes desarmados e disse esperar que a crise síria seja resolvida pelo "diálogo".

"As aspirações legítimas das populações do mundo árabe devem ser equacionadas por processos políticos inclusivos, e não pela via militar??, continua a nota. Em novo lance da escalada repressiva da ditadura de Bashar Assad, milhares de soldados do governo da Síria entraram com tanques em Daraa. A cidade no sul do país é um dos epicentros da revolta contra o governo, iniciada em meados de março.

As restrições impostas pelo regime sírio impedem a verificação independente de informações, mas ativistas estimam ao menos 25 mortes nos conflitos em Daraa ontem, e testemunhas falam em corpos espalhados pelas ruas. Foi a primeira vez desde o início dos protestos que o ditador mandou invadir um centro urbano com tanques, em aparente nova estratégia contra oposicionistas -que inclui a ocupação militar.

Comentários

Comentários