Regional

Jovem baleado em Agudos está em UTI, segundo Hospital de Base

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos ? O estudante Paulo Henrique Parra, 18 anos, baleado na cabeça na noite da última segunda-feira, próximo a uma escola estadual no Jardim Europa, em Agudos (13 quilômetros de Bauru), durante briga com dois adolescentes de 17 anos, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB) de Bauru em estado regular.

Ontem à tarde, o hospital chegou a informar que ele havia sido transferido para o quarto mas, à noite, uma funcionária do HB garantiu que ele continuava na UTI e que não tinha previsão de alta do setor.

O delegado Jader Biazon informou que as investigações estão caminhando bem e que, nos próximos dias, os envolvidos na tentativa de homicídio ? que continuavam foragidos até a noite de ontem ? deverão ser localizados e ouvidos para que possam dar sua versão sobre os fatos.

Até o momento, a Polícia Civil trabalha com base em informações de colegas e familiares dos suspeitos e da vítima de que as discussões entre Paulo e um dos autores do crime tenha se iniciado durante partida de futebol ocorrida há pouco mais de uma semana, após uma "dividida" de bola mais forte que evolui para uma briga com socos e pontapés.

Desde então, os dois teriam brigado outras duas vezes - no último final de semana e na segunda-feira, quando o adolescente atirou na cabeça de Paulo após um colega seu ter imobilizado a vítima com uma "gravata" na avenida Ovídio de Conti, ao lado da Escola Estadual (EE) Professora Nilza Maria Santarém Paschoal.

Segundo a polícia, foram efetuados três disparos, mas dois "picotaram" e apenas um atingiu o jovem na parte posterior da cabeça. Após receber os primeiros atendimentos no Pronto-Socorro (PS) do Hospital de Agudos, Paulo foi transferido para o HB. A arma usada no crime, um revólver provavelmente de calibre 22 ou 32, ainda não foi localizada.

Conforme apurado pelo Jornal da Cidade, os três envolvidos estão matriculados na unidade escolar, mas não frequentam as aulas há algum tempo. Dois deles cursam o primeiro ano e o outro está no segundo ano do Ensino Médio. Familiares dos suspeitos também teriam relatado à polícia que o autor dos disparos era constantemente humilhado e agredido pela vítima.

Segundo o delegado, se a participação dos adolescentes no crime for efetivamente comprovada, eles poderão responder por tentativa de homicídio, com pena de internação de até três anos na Fundação Casa. Ele admite a facilidade que as pessoas têm em adquirir uma arma de fogo e defende a criação de leis mais rígidas para quem for autuado por porte ou posse ilegal.

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