Bairros

Prefeitura vai reerguer muro de Emeii

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 4 min

Asfalto, ações de combate às drogas, mais projetos de lazer, melhor estrutura para a Saúde. São muitas as necessidades de bairros periféricos de Bauru. Porém, mobilização em torno do problemas não falta. Anteontem pela manhã, cerca de 10 membros da associação de moradores "Ação Comunitária do Parque Jaraguá" estiveram reunidos com o prefeito Rodrigo Agostinho para discutir problemas e propor ações para bairros como Parque Santa Edwirges, Núcleo Nove de Julho, Granja Ito, Alto Alegre e Jardim Gerson França.

Um dos tópicos da discussão exigiu o término da obra da Escola Municipal de Educação Infantil Integral (Emeii) Professora Mônica Cristina Carvalho, localizada na quadra 6 da alameda Urano, no Parque Santa Edwirges.

No final do ano passado, o muro da escola caiu parcialmente e as crianças atendidas precisaram ser transferidas para outra escola. Até agora, pais e alunos aguardam a reconstrução do muro da Emeii, fechada há mais de três meses.

Conforme o JC noticiou, o muro desabou após um temporal acompanhado de vendaval. Parte da parede do berçário ficou comprometida após o incidente. Por conta disso, desde o início deste ano, aproximadamente 105 crianças, entre 1 e 6 anos, estão sendo atendidas em apenas duas salas do prédio da escola desativada Arlindo Boemer Guedes de Azevedo.

A situação gerou reclamações de pais de estudantes transferidos, que alegam que a escola onde as crianças estão ficando de forma provisória não comporta todas elas como deveria.

Contudo, na reunião o prefeito garantiu que dentro de alguns dias a prefeitura vai reerguer o muro da escola. "A construtora que faria a reforma abandonou o serviço e o caso foi levado até a Justiça. Nesse meio tempo, estávamos aguardando um posicionamento, já que o episódio gerou discussão judicial para definir se a prefeitura se responsabilizaria pela obra", justificou Agostinho. "Dentro dos próximos dias, a prefeitura vai reconstruir o muro da Emeii", garantiu.


Asfalto


Outra reivindicação gerou discussões em torno do asfalto e recapeamento. Segundo Maria Cristina da Silva, 45 anos, membro da associação comunitária do Parque Jaraguá, várias vias, como a Ayrton Bush, Antônio Fabiano e Arnaldo Rodrigues de Menezes, do Parque Jaraguá e Santa Edwirges, necessitam de recape. "Essas ruas são trajetos de estudantes, de ônibus e estão bastante precárias", indicou.

Pedidos de asfalto também foram levados ao prefeito. "Das 69 quadras que estão no cronograma de obras do Parque Jaraguá, a prefeitura já asfaltou 33 delas. Tivemos alguns atrasos por causa das chuvas, mas ainda estamos dentro do prazo estabelecido para findar a demanda", salientou Agostinho. No Santa Edwirges, 44 quadras também estão dentro do cronograma de asfalto.

O prefeito ainda prometeu ampliar o Programa Saúde da Família (PSF). "A pretensão é ampliar a equipe do programa que atende essa região e viabilizar nova unidade de atendimento no Núcleo Nove de Julho", ressaltou o chefe do Executivo.

O vereador Natalino Davi da Silva (PV), que participou da reunião, elogiou o engajamento da associação. "Os moradores do Jaraguá agem de forma organizada e essa mobilização ajuda a administração a concretizar ações para essa população", comentou.

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Associação quer entidade
para atuar no tratamento
de dependentes no bairro


Os membros da associação de moradores "Ação Comunitária do Parque Jaraguá" levaram à reunião a problemática de drogas que envolve adolescentes, jovens e adultos da periferia.

Além de reivindicações por mais locais e projetos de lazer para essa parcela, os moradores consideram que o tratamento dos dependentes químicos (álcool e drogas) do Jaraguá e de regiões do seu entorno poderia ser feita por entidades viabilizadas no próprio bairro.

"Temos um prédio que funciona aqui no bairro e abriga um projeto voltado às crianças, mas está meio abandonado. O espaço, inclusive, foi cedido pela prefeitura. A proposta é utilizar esse espaço e transformá-lo numa comunidade terapêutica dentro do próprio bairro", enfatiza Maria Cristina da Silva, membro da associação.

"É importante que os usuários recebam tratamento no contexto onde vivem e aprendam a conviver com a droga sem precisarem se distanciar muito da sua realidade, dos problemas do bairro", destaca.

Diante da proposta, o prefeito Rodrigo Agostinho ponderou que o atendimento aos dependentes químicos é feito, atualmente, de acordo com certos critérios.

"Antes, os convênios com entidades de tratamento eram feitos pela Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes) e hoje são feitos pela Secretaria da Saúde, já que o consumo de drogas passou a ser entendido dentro de uma perspectiva de doença, de epidemia", explicou.

"Nesse sentido, as entidades que prestam serviço para os usuários precisam oferecer certa estrutura que atenda exigências estabelecidas pelo Ministério da Saúde", esclareceu.

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