Embora tenha dado um salto de progresso nos últimos anos, Natal permanece uma cidade acolhedora, tranquila para os visitantes. E essencialmente limpa. As avenidas são largas, há flores e coqueiros por todos os lados, o que melhora a sensação de aconchego.
Aterrisando no moderno aeroporto internacional, a recepção já é calorosa. O caminho até o hotel já vai detalhando o muito que o lugar oferece em termos de atrativos.
Que passam por brincadeiras de montanha-russa nas dunas, mergulhos em alto mar, a adrenalina do ecoturismo, baladas noturnas e roteiros de fé e de cultura pelo centro histórico preservado.
Natal tem programas para todo o tipo de gosto, de bolso e de idade. O simples caminhar pela orla, avistando-se aquele mar verde cristalino com a brisa sobrando e balançando os coqueiros já traz uma paz infinita.
Genipabu e dos dromedários
A primeira parada rumo ao Litoral Norte leva a Genipabu, com suas lagoas azuis e dunas imensas. Um clássico que todos recomendam e que deve ser feito pelas manhãs.
Essas dunas fixas e móveis chegam a 50 metros de altura, deixando os visitantes de primeira viagem extasiados. É emoção pura sobre o areal, num cenário de cinema.
Impossível não posar para fotos memoráveis com o vento assoprando, os cabelos despenteados e lá embaixo aquela visão do paraíso...
Muita gente vai além: se fantasia de xeque e, com o sol a pino, sai para dar uma voltinha no lombo dos dromedários trazidos do Saara para se aclimatarem no "deserto de Genipabu". A voltinha é rápida e custa em torno de R$ 50,00 per capita.
Antes de chegar a Genipabu, os bugues atravessam uma gracinha de lugar: Redinha, uma das praias mais belas, limpas e agraváveis do Rio Grande do Norte.
Genipabu dista apenas 24 quilômetros de Natal e é um dos destinos mais procurados pelos visitantes embora não tenha uma praia fantástica. Quem a procura vai em busca de outros atrativos espetaculares que são o Parque das Dunas, com aquela sucessão de montanhas de areia móveis e fixas seguida de um mergulho prazeroso em águas límpidas.
Os bugueiros contratados para o sobe e desce com ou sem emoção são certificados pela associação local e oferecem passeios sem riscos, embora as manobras radicais cheguem a assustar por conta da altura das dunas. Se você não se amarrar na coisa, contrate uma máquina mais calminha: um jegue e saia para passear numa boa.
? Serviço
Como Chegar:
A TAM Linhas Aéreas tem voos diários e em vários horários para Natal (alguns diretos). Informações:www.tam.com.br 4002-5700.
Melhor época:
Sempre é bom visitar o RGN. O alto verão vai de dezembro a fevereiro
Pacotes: é o meio mais econômico de se conhecer
Natal e os arredores. Consulte seu agente de viagens e as lojas da CVC.
Tempo:
Se quiser conhecer só Natal e Pipa, cinco dias são suficientes.
Se quiser incluir o litoral Norte, reserve pelo menos sete dias de viagem.
Genipabu fica a 24 km ao Norte de Natal pela BR-302.
Se quiser encurtar o caminho pegue a balsa que cruza o Rio Potengi entre Natal e Redinha. Genipabu fica a 7km dali. Informações: www.setur.rn.gov.br
www.nataltrip.com
Ar puro e o maior cajueiro
Natal, além de ser a Cidade do Sol e da Luz, é também detentora de outro recorde. Segundo a Nasa, tem o ar mais puro das Américas.
A maior floresta urbana essencialmente nativa do País também está lá. São 1.172 hectares de Mata Atlântica preservada, pontilhada de trilhas para passeios ecológicos.
E ainda abriga o Cajueiro de Pirangi do Norte, a 25 quilômetros de Natal, que foi parar até no Guinness Book.
Realmente é o maior do Planeta: tem 8.400 m2 de copa e aproximados mais de 120 anos de vida.
Os turistas se encantam com o tamanho da árvore, dos frutos, da infraestrutura do "parque", que conta com posto de informação, banheiro e barracas de artesanato. Dependendo do mês da viagem, há quem prove os doces frutos colhidos dos pés. Mas nada de querer levar pacotes para casa. O objetivo ali é só a degustação.
Pirangi do Norte, além de abrigar o cajueiro famoso, também é conhecida como local de veraneio dos natalenses, oferecendo um dos carnavais mais animados do litoral potiguar.
Ainda é o ponto de partida para um agradável passeio de barco até os bancos de coral que ficam na vizinha praia de Pirangi do Sul, onde se formam piscinas naturais ótimas para mergulho.
Esquibunda e aerobunda
Jacumã, essa um pouco mais distante de Natal - 49 quilômetros -, também é líder em procura. É ali, no Parque Santa Mônica, que os turistas se divertem sentandos numa prancha de madeira e escorregando duna abaixo, por uns 30 metros, até cair numa lagoa. A diversão é conhecida por esquibunda.
Além desse brinquedo, é oferecido aos visitantes o aerobunda: um miniteleférico que leva o turista até o meio da lagoa para um salto. O entorno conta com restaurante, quiosques, lugares para se tomar uma cervejinha gelada acompanhada de espetinho de churrasco de lagosta.
A Fortaleza dos Reis Magos
Natal foi fundada exatamente no dia 25 de dezembro de 1599 - daí o nome -, mas começa a sua história bem antes, com a construção da Fortaleza da Barra do Rio Grande - hoje Fortaleza dos Reis Magos, em 6 de janeiro de 1598 (Dia dos Reis Magos).
Concluída no dia 24 de junho do mesmo ano, a fortaleza deu origem a um pequeno povoado de nome Cidade dos Reis, passando posteriormente a Cidade de Natal, com a sua fundação por Manuel Mascarenhas Homem.
Os holandeses a invadiram em 1633, denominando a fortaleza de Castelo Keulen e mudando seu nome para Nova Amsterdã, permanecendo assim até 1654 quando volta ao domínio português.
O impulso veio durante a II Guerra Mundial, nos anos 40, quando Natal por conta de sua localização geográfica privilegiada foi escolhida para servir como base militar para os norte-americanos, ganhando ares de metrópole internacional.
Foi nessa época que o comércio subiu do bairro da Ribeira para a Cidade Alta, que também conta com prédios históricos e culturais, caso do Memorial Câmara Cascudo ( com um acervo de 10 mil itens, entre livros, documentos, objetos pessoais e fotografias do grande historiador e folclorista potiguar).