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Presa quadrilha que causou rombo de R$ 120 mi a INSS

Folhapress
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Rio - A Polícia Federal prendeu ontem uma quadrilha acusada de ter resgatado benefícios fraudulentos do INSS por 28 anos, o que teria causado um rombo estimado em R$ 120 milhões.

O crime contou com a participação de ao menos quatro servidores, entre eles um ex-chefe de uma agência da Previdência Social no Rio. Nove pessoas foram presas pela Operação Highlander, da PF. Os envolvidos, cujos os nomes não foram divulgados, responderão por estelionato, formação de quadrilha e falsificação de documentos.

Segundo a PF, a quadrilha foi criada por um servidor do INSS de São Gonçalo, morto há dois anos. Ele reativou benefícios de pessoas mortas alterando todos os dados, menos o número de inscrição.

A quadrilha cooptava pessoas para resgatar os benefícios em agências com documentos falsos, com os dados iguais aos incluídos pelo servidor da Previdência. Alguns sacavam várias pensões. Uma idosa presa tinha 30 documentos falsos com sua foto.

Segundo o delegado Wanderson Pinheiro, a inclusão de beneficiários fantasmas cessou em 1994, quando o sistema foi informatizado.

Cerca 440 benefícios foram fraudados, diz a PF. Aproximadamente cem, ao longo dos 28 anos, foram cancelados, por suspeita do INSS. Mas, em 2005, beneficiários-fantasmas entraram com ações na Justiça para reativar as pensões e, em alguns casos, obtiveram sucesso,disse Pinheiro.

A ex-advogada Jorgina de Freitas, fraudadora mais conhecida do INSS, causou prejuízo de R$ 300 milhões.

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