São Paulo - O Disque-Denúncia do Rio recebeu, entre anteontem e a tarde de ontem, 14 ligações com possíveis informações sobre Heloísa Borba Gonçalves, 61 anos, suspeita de envolvimento em quatro homicídios e duas tentativas de homicídio, além de outros crimes. Foram quatro denúncias recebidas na terça, sete anteontem e três ontem, até por volta das 15h. O serviço oferece R$ 11 mil de recompensa pela denúncia que leve à mulher. É o maior valor já oferecido pelo Disque-Denúncia do Rio.
A desconfiança do envolvimento de Gonçalves na morte de dois de seus ex-maridos e de um ex-companheiro rendeu à advogada o apelido de viúva-negra - tipo de aranha que mata o macho após a cópula. Mãe de seis filhos, a advogada foi casada quatro vezes. O primeiro marido a morrer assassinado, o securitário Irineu Duque Soares, foi morto a tiros em 1983, no meio da rua, em Magé, ao lado de Heloísa.
Ela foi denunciada pela morte de outro marido, Jorge Ribeiro, assassinado em 92. Heloísa também é a principal suspeita da morte do ex-namorado Wargih Murad em 1993; é suspeita ainda de tentar matar o filho de Wargih, Elie Murad, e de mandar matar Luiz Marques da Mota, detetive por ele contratado. Heloísa teve ainda como companheiro e pai de alguns dos seus filhos Carlos Pinto da Silva, que também já foi denunciado por ter praticado crimes com ela. Em uma viagem, Silva foi alvejado por disparos de arma de fogo, acompanhado de Heloísa. Ele apontou a advogada como possível mandante, mas depois mudou sua versão. Após a tentativa de homicídio, Elie Murad começou a investigar a vida da ex-namorada do pai. Descobriu que Heloísa já havia sido condenada por falsidade ideológica e bigamia.