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Nova lei muda conceito de resíduos

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

Sancionada pelo então presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) em agosto do ano passado e regulamentada em dezembro, a lei que cria a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é considerada um marco na questão ambiental do país.

Com o PNRS, haverá uma diferença legal entre o resíduo e o que agora está sendo chamado de rejeito. Em suma, a diferença é que o primeiro é passível de reaproveitamento, enquanto o outro não apresenta "outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada".

Pela nova lei, esses dois tipos vão precisar ser separados de forma mais detalhada, uma difícil missão para a população bauruense que, mesmo com aumento de conscientização, ainda tem resistência na coleta seletiva da forma atual. Assim, mais do que nunca, serão necessárias políticas públicas para conscientizar.

O aterro em Bauru, que é uma grande dor de cabeça à administração, têm os dias contados. Um acordo firmado entre a prefeitura e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) determinou o encerramento das atividades do aterro na cidade para daqui a 3 anos. Entretanto, alternativas para o fato ainda não foram encontradas.


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Resíduo orgânico vira alimento

Se o exemplo do jornalista Rafael Tadashi, 30 anos, fosse seguido, certamente o lixo que iria para o aterro sanitário seria bem menor. Além de separar o material pontualmente para reciclagem, ele utiliza os resíduos orgânicos como alimento em seu minhocario.

"Eu vi uma reportagem na televisão sobre os minhocarios e gostei bastante. Porém, existia para vender somente em Brasília e era muito caro trazer. Então, fiz um improvisado com um bebedouro antigo que tinha aqui. Há alguns anos, minha mãe foi a Brasília e trouxe o ?profissional? para mim", conta.

O viveiro é composto por três caixas, onde as minhocas caminham de uma à outra. "Eu coloco todos os restos de cascas de frutas e vegetais na caixa do meio. Na última (caixa), sai uma espécie de chorume, que é a decomposição desse material orgânico. Tem um torneirinha na qual você pode pegar esse chorume e usar como adubo em hortas e vasos de plantas", conta.

Segundo ele, o minhocario começou inicialmente com 30 minhocas. Hoje, esse número aumentou em cerca de 10 vezes. Com a utilização dos resíduos orgânicos como alimento no viveiro, o meio ambiente agradece. "Como fazemos a coleta seletiva e usamos o resto no viveiro, não produzimos quase nenhum lixo. Por semana, enchemos apenas uma sacola pequena de supermercado com lixo", completa Rafael Tadashi.


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?Além de preservar o meio ambiente, ajuda pessoas?, ressalta estudante

Ao contrário do que muitos acreditam, a adolescência não é somente um período de rebeldia. Com apenas 19 anos, a estudante de arquitetura Gabriela Perseguin Remédio sabe a importância da reciclagem e faz a coleta seletiva do seu lixo de forma pontual.

"Sei que diminui o impacto ao meio ambiente e prezo muito por isso. Além de preservar a natureza, ainda ajuda as pessoas. O ramo da reciclagem gera empregos para muita gente que precisa. Acho isso fundamental e algo que poderia ser seguido por mais pessoas", aconselha.

Em seu apartamento, localizado nas proximidades da avenida Nações Unidas, ela mantém uma sacola para separar o material que pode ser reciclado. "Nem essa sacola nós jogamos fora. Sempre que está suja, nós a lavamos para separar o lixo novamente", informa. Então, o lixo é colocado em um latão no prédio para, depois, ser recolhido pelos caminhões da coleta seletiva.

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