? Fundação Nacional de Saúde
O engenheiro Gilson de Carvalho Queiroz Filho, 55 anos, é o novo presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Especialista em engenharia sanitária, Gilson Queiroz já foi diretor de Obras da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) de Belo Horizonte (MG), da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Engenheiros de Belo Horizonte e Região Metropolitana (Engecred) e do Instituto Mineiro de Engenharia Civil (Imec), na década de 90. Desde 2006, ele preside o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG). É também sócio e fundador da empresa de engenharia Carvalho Queiroz. O engenheiro vai substituir Faustino Barbosa Lins Filho.
? Perícia do INSS x profissionais
As filas e a dificuldade para marcar uma perícia médica no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) se devem, principalmente, à falta de profissionais. A denúncia é do presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP), Luiz Carlos de Argolo. "O número total em atividade hoje chega a 5 mil médicos, com uma carência comprovada de 1,5 mil peritos. E estamos todos os dias inaugurando agências da Previdência, com previsão do governo de abrir, até 2012, mais 720 unidades. Como 70% da procura é por perícia médica, estamos falando, só nessas novas agências, de mais 500 peritos". Ele disse ainda que um grande número de profissionais se aposenta anualmente e muitos pedem exoneração por causa dos baixos salários que, inicialmente, ficam em torno de R$ 6 mil. Segundo Argolo, são salários bem inferiores à média do mercado
? Espanhóis avaliam Saúde da Família
Dois especialistas espanhóis em atenção primária à saúde estão no Brasil para avaliar os serviços dos centros de saúde de 40 cidades do país. Eles foram convidados pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, com o apoio das secretarias municipais de Saúde. A medida tem o objetivo de fortalecer e qualificar o Programa Saúde da Família do governo federal. Os médicos Juan Gérvas e Mercedes Péres Fernández estão no Rio de Janeiro e conheceram três centros de Saúde da Família da Favela da Rocinha, em São Conrado, e dos bairros de Campo Grande e Pedra de Guaratiba. Os dois especialistas também estiveram em Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis e São Paulo. O presidente da SBMFC, Gustavo Gusso, disse que os dois médicos vão ficar no Brasil até o fim de junho, quando farão um relatório com análises e diretrizes os serviços dos centros e do Programa Saúde da Família. O documento será entregue ao Ministério da Saúde e às secretarias municipais.
? ONU quer ver malária erradicada até 2015
A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um apelo para que a malária seja erradicada até 2015. A cada ano, mais de 780 mil pessoas, na maioria crianças, morrem em decorrência da malária. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu aos países que se esforcem para zerar o número de mortes provocadas pela doença até 2015. De acordo com a ONU, a distribuição de mosquiteiros com inseticida tem ajudado a salvar centenas de vidas na África Subsaariana, região com alto índice de casos de malária, mas a luta contra a doença precisa ser intensificada em todo o mundo. De 2005 a 2009, o número de casos e mortes de malária caiu pela metade no Brasil, passando de 607.801 notificações para 306.908, conforme balanço divulgado no fim do ano passado pelo Ministério da Saúde. As mortes cairam de 122 para 58 no mesmo período.
? Três estados já registraram casos de sarampo
Três estados registraram este ano casos de sarampo: Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os casos em Mato Grosso do Sul e no Rio Grande do Sul ? um em cada estado ? foram notiticados em março e o ocorrido em São Paulo, em fevereiro. A Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul registrou, no mês passado, um caso de sarampo em uma francesa de 28 anos, que chegou ao Brasil pelo Rio de Janeiro. A mulher viajou de ônibus pelos estados do Rio de Janeiro, do Paraná, de São Paulo Mato Grosso do Sul, onde recebeu atendimento médico na capital, Campo Grande. Não há registro de que a mulher tenha sido vacinada. Ela relatou que teve contato com pessoas com a doença na França, antes de vir para o Brasil.
? Medidas de controle e prevenção
O laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou a doença e identificou o vírus tipo D4, o mesmo que circula na França. O governo de Mato Grosso do Sul adotou medidas de controle e prevenção para evitar novos casos, como verificar se passageiros que tiveram contato com a mulher apresentaram sintomas. No Rio Grande do Sul, a doença foi identificada em uma menina de 9 anos, moradora de Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre. A garota viajou com a família para Iporã e Cascavel, no Paraná. O vírus é o mesmo identificado em Mato Grosso do Sul. A caderneta de vacinação registra que a menina foi vacinada aos 9 meses de idade. Com a confirmação do caso, as autoridades de saúde buscam novos doentes entre parentes, colegas de escola e vizinhos da criança. Foram aplicadas 111 doses da vacina na escola e no prédio onde a menina mora para evitar um surto da doença.
? Outros casos no Estado de São Paulo
São Paulo confirmou a doença em um morador de Campinas, de 41 anos, sem documentação de ter sido vacinado, que viajou para Orlando (Estados Unidos) em janeiro. O estado não tinha registro de sarampo há seis anos. Segundo o Ministério da Saúde, desde 2000, os casos identificados no país foram originários de outros países (importados), ou seja, não foram causados por vírus que circula livremente no território nacional. Em 2010, o Brasil registrou o maior número de casos da doença nos últimos quatro anos, total de 68. Os surtos ocorreram em três estados: Paraíba (57), Rio Grande do Sul (8) e Pará (3). Todos os casos, conforme as autoridades, foram importados. O último surto havia ocorrido em 2006, com 57 confirmações na Bahia. No ano passado, o governo brasileiro entregou à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) relatório para poder receber o certificado de país livre do sarampo.