Polícia

Golpe da ?troca de cartões? visa idosos

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 3 min

Um crime não muito comum, mas já antigo, tem feito vítimas em Bauru tendo como principais alvos os idosos. Trata-se de um tipo de estelionato chamado popularmente de "troca de cartões", que ocorre junto aos caixas eletrônicos das agências bancárias, principalmente, aos finais de semana.

O delito acontece quando o golpista aborda uma vítima que acabou de sacar dinheiro e a leva a acreditar que a operação no determinado caixa não foi finalizada. A partir daí, o estelionatário acaba convencendo a vítima a reinserir o cartão na máquina e digitar os dados da senha.

Geralmente, outro comparsa que passa ao lado anota os dados que estão sendo digitados e o golpista acaba trocando o cartão da vítima por outro, sem que a mesma perceba.

Um episódio recente desse tipo de golpe aconteceu em Bauru no último domingo, por volta das 8h30. O alvo foi um idoso de 80 anos que retirava dinheiro no caixa eletrônico de uma agência bancária da avenida Duque de Caxias, esquina com a rua Xingu, no Higienópolis.

Segundo consta no boletim de ocorrência (BO), o homem teria acabado de sacar uma quantia de R$ 510,00 e, após usar o caixa, foi abordado por um desconhecido que disse que a operação realizada pelo idoso não havia sido encerrada.

Acreditando no estelionatário, a vítima retornou à máquina, colocou novamente o cartão bancário e digitou a senha. Neste mesmo instante, o golpista trocou o cartão bancário da vítima por outro, sob a alegação de estar ajudando o idoso.

A troca dos cartões só foi percebida pela vítima no final da noite do mesmo dia. Em seguida, o cartão foi bloqueado, mas o homem não soube informar se antes do bloqueio foram feitas compras ou saques com o cartão pelo criminoso.


Polícia orienta


O delegado do 3º Distrito Policial (DP) de Bauru Milton Bassoto Júnior recomenda à população, principalmente pessoas de idade mais avançada, a não dar "crédito" a esses tipos de alerta de desconhecidos, que visam induzir a vítima a acreditar que a operação do caixa não foi finalizada.

"Na maioria dos casos, os golpistas estão bem vestidos, se apresentam bem, são muito educados e cativam as pessoas de mais idade. Mas o ideal é não aceitar a ajuda dessas pessoas, pois não dá para dizer se elas são golpistas ou não. Qualquer dúvida, o cliente deve entrar em contato com o banco", indica.

Geralmente, de acordo com Milton Bassoto, o estelionatário age em conjunto com outra pessoa, que ajuda na hora da troca dos cartões e observa a senha digitada pela vítima.

"Os estelionatários sempre analisam bem quem farão de vítima. Por isso, é importante que, nos locais de saque e outras transações financeiras, o banco coloque funcionários para prestar atendimento, medida que inibe a ação dos golpistas. O problema são os horários e dias em que o banco fica fechado", expõe o delegado.

Por isso, para essa e outras situações envolvendo cartões de banco e movimentações financeiras, continua valendo a "boa e velha" orientação de não aceitar ajuda de desconhecidos. Qualquer problema deve ser levado a funcionários ou à gerência do banco.

A polícia também orienta a evitar a utilização de caixas eletrônicos à noite, quando os usuários ficam mais vulneráveis à ação de golpistas e ladrões. Também é importante não contar dinheiro fora da agência e evitar sacar grandes quantias de dinheiro. Nesse caso, a opção mais indicada é a transferência eletrônica dos valores.

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