No episódio da eleição para os membros da mesa diretora da Câmara, quando Roberval Sakai (PP) foi eleito para a presidência com votos e apoio da oposição, formada por PSDB, DEM e PPS, ficou acertado de que o José Segalla (DEM) ocuparia a segunda secretaria pelo três primeiros meses do biênio, passando o cargo, após esse período, para Gilberto Giba dos Santos (PSDB), quando o tucano poderia se comprometer a executar as funções do posto.
Contrariando o que foi acordado, Giba se recusou a assumir o cargo alegando discordar da ?mudança de lado? de Sakai. "Ele se alinhou ao governo e mudou de rumo. Portanto, foi uma decisão política minha desistir da segunda secretaria", afirma.
Em cumprimento de sua parte no acordo, Segalla descarta a possibilidade de voltar ao cargo, já que assumir a segunda secretaria nunca esteve nos seus planos. "Aceitei ficar por três meses justamente para resolver um impasse como esse", alegou, referindo-se ao longo período de paralisação e indecisões na Câmara. O demista explica ainda que é fundamental haver afinidades entre os membros da mesa diretora.
O impasse
A mesa diretora da Câmara Municipal de Bauru é formada por presidente, vice-presidente, primeiro secretário e segundo secretário. De acordo com os artigos 7 e 70 do regimento interno, não são permitidas a discussão e a votação de projetos em sessões sem que a mesa esteja completa, como aconteceu no caso da renúncia do segundo secretário, sem que outro vereador ocupe o cargo. A exceção vale para caso da renúncia do vice-presidente, que não influenciaria o processo.
Em situações rotineiras de ausência de um dos membros, um vereador substituto é escolhido para exercer sua função provisoriamente. No entanto, isso não é permitido em casos de renúncia.