Os "nobres" britânicos decidiram que a família de Jean Charles de Menezes deveria receber como indenização a desimportância de duzentos e oitenta e dois mil reais pelo grave equívoco cometido no metrô de Londres, quando a polícia "mais bem preparada do mundo " assassinou o brasileiro, confundindo-o com um terrorista árabe. Trocado em miúdos (desculpem o trocadilho), a vida de um brazuca não foi sequer equiparada ao lucro cessante, já que uma simples equação britânica determinou quanto ele ganharia até o fim da vida na hu-milde profissão que exercia.
Nesse caso, ganhava uma porcaria na Inglaterra. Basta dividir a indenização por 360 meses (trinta anos, o quanto ainda viveria, pelo menos). Se fosse uma prostituta americana presa por engano num bar suspeito, talvez recebesse mais consideração dos ingleses. Isso sem falar como o brasileiro é tratado (ou destratado) em aeroportos europeus, etc. Não muito tempo depois os brazucas embasbacados não despregam os olhos da TV para ver o casamento do príncipe britânico. É muita babaquice.
Sidnei Rodrigues