Política

PV defende financiamento para o tratamento de esgoto pela Sabesp

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente do diretório local do Partido Verde (PV), Raul Gonçalves de Paula, está defendendo a proposta de financiamento das obras do tratamento de esgoto em Bauru via Sabesp. Apresentada na reunião do partido em Bauru, no último sábado, por Rogério Menezes, secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, a proposta prevê uma par-ceria com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), pela qual a empresa adiantaria recursos para complementar o Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE) e concluir a obra.

"Com isso, a gente trataria esgoto de forma antecipada e a população depois pagaria a conta desse adiantamento dos recursos financeiros da Sabesp. E sem terceirização", defendeu o dirigente do PV. Ele argumenta que o projeto é viável e já foi implantado em Diadema (SP). Também há estudos para parceria nesses moldes em Ourinhos.

Nos próximos dias, PV e PPS vão se reunir com o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) para discutir o tema. "Se foi possível para outras cidades, tem que ser possível para Bauru", diz. Entretanto, faltam detalhes sobre a forma de pagamento para a Sabesp. Será preciso comparar, por exemplo, o custo do financiamento com o de outras alternativas, como a do Ministério das Cidades.

O secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Saneamento e Recursos Hídricos ratificou a possibilidade da medida e disse que o governador Geraldo Alckmin está de portas abertas para tentar solucionar a questão do tratamento de esgoto na cidade. "Nós queremos ser parceiros. E não é a discussão política que importa. Bauru é uma cidade que merece e contará com o apoio do governo para que se avance no tratamento, respeitada a autonomia da cidade e as mudanças políticas da cidade", pontua.

Ele não explica de que forma se daria essa parceria (injeção de recursos e forma de pagamento) argumentando que o formato do eventual acordo teria que ser discutido conjuntamente pela empresa e pelo governo municipal. "O arranjo institucional para o problema ser solucionado cabe aos parceiros conversarem. Existem várias possibilidades", desconversa. "Nós precisamos primeiro ser procurados pelo município em relação a isso".

Mas a alternativa via Sabesp para o tratamento de resíduos em Bauru já foi colocada à mesa do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) no ano passado. A aprovação de medida do gênero depende de 11 votos na Câmara Municipal de Bauru.

Segundo Menezes, a falta de tratamento de esgoto nas cidades é uma questão de saúde pública, que influencia diretamente na qualidade de vida das pessoas e precisa ser solucionada com urgência. "Bauru tem um fundo municipal, que é uma política correta de acumular recurso para garantir o tratamento do esgoto. Só que isso pode demorar porque até você reunir recursos e conseguir fazer com que esse fundo atinja o tamanho do investimento necessário, pode atrasar um pouco o processo", analisa.

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