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Preço do etanol recua nas usinas de SP, aponta Cepea

Folhapress
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São Paulo - O início da colheita da cana-de-açucar no Centro-Sul já se reflete nos preços do combustível. O etanol anidro, misturado à gasolina, recuou na semana passada depois de registrar um aumento de 122% ao longo de 13 semanas.

De acordo com dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP, o litro do etanol fechou em R$ 2,3815 na última semana no Estado de São Paulo, valor 12,6% menor ao registrado no período anterior.

O Cepea atribui a queda à maior oferta de etanol anidro nas usinas. Os técnicos acreditam que a tendência deve se manter nos próximos meses. A justificativa é que o anidro garantiu uma remuneração 24% superior ao açúcar cristal e 65% a mais do que o etanol hidratado, o que deve estimular a oferta.

O combustível havia saltado de R$ 1,2278 na semana encerrada em 21 de janeiro para R$ 2,7527 na semana de Páscoa. Os preços apurados pelo Cepea se referem ao litro do etanol sem impostos na usina.

A valorização do etanol anidro foi apontado como um dos vilões para a alta no preço da gasolina. Motivou o governo a publicar uma medida provisória para reduzir o intervalo do percentual de mistura na gasolina de 20% a 25% para 18% a 25%.

Apesar do recuo no preço do etanol anidro nas usinas, o valor da gasolina ainda segue pressionado nos postos de combustíveis.


Clareza no mercado


O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou ontem que não há visibilidade clara sobre como os preços do barril de petróleo vão se comportar no curto prazo e, enquanto isso não ficar mais previsível a companhia não deverá mexer nos preços da gasolina e do diesel, congelados desde maio de 2009.

O presidente da estatal se negou a comentar a afirmação feita ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que a companhia teria que reajustar seus preços em breve, depois de muito Segurá-los. "Eu não posso falar sobre um comentário que foi feito e que eu não tive acesso. Estou distante, entrando em uma e outra reunião. Não sei ao certo do que ele falou e não vou comentar", afirmou.

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Flex perdem participação nas vendas


São Paulo - A participação de automóveis e comerciais leves flex nas vendas recuou em abril para 83,2% do total, ante 84,6% no mês anterior e 85,1% em fevereiro, de acordo com os dados divulgados ontem pela Fenabrave (federação das concessionárias).

Para o presidente da entidade, Sergio Reze, essa redução não se deve à escalada do preço do álcool, mas provavelmente ao aumento na quantidade de carros importados no mercado brasileiro.

Na opinião do executivo, a elevação no valor do combustível se deve "à omissão do governo e à ganância da indústria sucroalcooleira". "Isso é fonte de inflação e o governo tem que atuar", completa. "Tem que haver estoque regulador. Ninguém percebeu que o mercado estava crescendo?"

Reze afirmou ainda que o aumento da alíquota de IOF nos financiamentos, incluindo o de veículos, é "uma nova CPMF" para o governo, que conseguiu "reforçar seu caixa" além de "reduzir o ímpeto de crescimento do setor".

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