Talvez por essa relação passional, a metrópole segue, firme e forte, como a grande vedete americana. Os brasileiros simplesmente adoram a cidade. Para roteiros culturais, de compras, de intercâmbio.
Aproveite a primavera que se inicia e logo mais o verão, época celebrada pelos nova-iorquinos, para conhecer a cidade. Nova York vira um forno, é verdade, mas programinhas ao ar livre, como um passeio no Central Park ou um roteiro básico pela Quinta Avenida são sempre mais agradáveis com altas temperaturas - ou, no máximo, numa tarde de outono que dizem, transforma a metrópole em um cenário inacreditavelmente belo.
Para quem quer salvar uns trocados, porém, a dica é aproveitar agora: a cidade está cheia de promoções, os museus têm descontos de até 50% e há atrações ao ar livre por toda parte. Incluindo novos musicais do Central Park. As filas, claro, são imensas, mas estando na Big Aple tudo vale a pena.
Museus para todos
Se o seu perfil for algo mais "culturete", não há problema. Os museus de Nova York, em parceria com o NYC & Company, órgão de promoção turística da cidade, celebram o verão com promoções. No Bronx Museum of Arts, duas pessoas entram pelo preço de uma - mesma vantagem oferecida no Brooklyn Museum. A maioria, como o Skyscraper Museum (em que outro lugar do mundo haveria um museu do arranha-céu?) e o Guggenheim, dá desconto.
Mas se você for como grande parte dos turistas que seguem para a Big Apple, vai querer mesmo é experimentar a variedade gastronômica local - esse é o programa favorito para mais de 90% dos brasileiros que vão para lá. E também terá descontos!
Tours por terra, água e nas alturas
Há sempre um roteiro básico obrigatório para o turista que vai a Nova York pela primeira vez ou quem já a conhece de outros carnavais.
Multifacetada que é, a metrópole pode ser explorada de muitas maneiras. Há três jeitos de olhar a cidade: por terra, pela água e nas alturas.
Compras, compras e mais compras. Para quem adora paquerar uma vitrine, Nova York é simplesmente o paraíso. O comércio mais sofisticado ainda está em Midtown, é bom saber. O endereço das marcas mais cobiçadas do planeta atende pelo nome de Madison Avenue, lugar que ostenta Chanel, Versace, Valentino, Prada e Roberto Cavalli, entre outras grifes.
Há, ainda, centenas de sugestões na Quinta Avenida. Lá estão as lojas oficiais da Disney e da NBA, de departamentos, como a Sack?s, marcas adoradas pelas brasileiras, como Banana Republic, e lojas de souvenirs. Agora, se você quer dar um toque de glamour completo, vale seguir para a Tiffany (na esquina da Quinta Avenida com a 57) e personificar uma bonequinha de luxo básica ali na porta mesmo. Vai dizer que você nunca viu Audrey Hepburn babando naquelas mesmas vitrines no filme "Bonequinha de Luxo" (1961)?
Rolando no Central Park - O parque encravado em Uptown Manhattan revela muito da alma dos nova-iorquinos. Eles simplesmente amam esse pedaço verde inaugurado em 1870 e rodeado por prédios e hotéis chiquérrimos. Talvez por isso, o Central Park apareça em quase todas as produções de cinema rodadas na cidade - é fácil, fácil, topar com uma delas durante a tarde. O surpreendente deste lugar é que foi construído - isso mesmo, construído - onde antes era um terreno pantanoso e demorou 20 anos para ficar pronto.
Alguns lugares valem a visita, como o Strawberry Fields (West 72nd St), um pequeno jardim em homenagem a John Lennon - que fica na frente do Dakota, prédio onde o ex-beatle morava e onde foi assassinado, em 1980. Há, ainda, o Tavern on the Green, famoso restaurante na entrada da 67, um zoológico e muito, muito mais. Reserve de um a dois dias para o passeio.
Tarde Demais Para Esquecer - Cinéfilos vão se lembrar do quase encontro entre Cary Grant e Deborah Kerr em "Tarde Demais para Esquecer" (1957) no Empire State Building (350, Quinta Avenida). Ou de King Kong escalando o prédio e apavorando Nova York (em todas as versões do filme). Já deu para perceber: o Empire State é um ícone que não pode ser deixado de lado em sua visita.
Mesmo que você esteja cansado de ver a cidade das alturas. Acredite, ela é sempre diferente. Construído durante a depressão, nos anos 30, e erguido em apenas um ano e 45 dias, foi, durante muito tempo, o mais alto e menos prestigiado prédio do mundo. o que salvava o gigante era o observatório, no 86.º andar - e que continua atraindo os turistas. O problema, porém, são as filas. Quem se arrisca leva, em média, uma hora para subir. Informações: www.esbnyc.com. Center); Chelsea Piers; Brooklyn; Upper East Side e Lower Manhattan. Informações e reservas: (00 - 1-212) 742-1969; www.nytaxi.com.
No Bronx e no Harlem
O som alto dentro do ônibus não incomoda os cerca de 30 passageiros. Pelo contrário, eles estão lá exatamente para isso: ouvir música - e aprender a história do hip hop. Aos poucos, japoneses, alemães e canadenses entram na batida do rap. É difícil segurar a vontade de ensaiar uns passos de break. Assim começa o Hip Hop Tour, roteiro que passa pelo Bronx e pelo Harlem.
Esqueça aquelas cenas violentas de filmes americanos em que o Bronx é o mais próximo que se pode chegar do inferno. Pelo menos durante o tour, tudo é muito tranqüilo. Há certa pobreza - se comparada com a ostentação de Manhattan -, mas nada que assuste, tenha certeza. O roteiro é comandado sempre por alguém ligado ao hip hop, como Casanova Floor, um MC (Mestre de Cerimônia) figuraça que conta a história desse movimento mais complexo do que se imagina.
Para começar, é bom saber que o hip hop se baseia em quatro fundamentos: os b-boys, garotos que dançam o break; a arte do grafite; o DJ e o MC, que faz as rimas das músicas. "Não podemos nos esquecer que há um estilo no hip hop, um jeito de se vestir, de andar e de falar característico", diz Casanova.
História
Com esses elementos na cabeça e o som no último volume, é hora de partir para alguns dos lugares que fizeram história nos 32 anos do hip hop em Nova York. O movimento, conta Casanova, começou em agosto de 1973, quando Cindy Campbell decidiu fazer uma festa em seu apartamento, na Avenida Sedgwick, no Bronx. Seu irmão, o DJ Kool Herc, inovou na batida, criando um esboço do hip hop. Seria a primeira festa do movimento. "Isso mudou a história", exagera Casanova. A partir de intensa propaganda boca-a-boca, a festa tomou alguns quarteirões do bairro. "É bom lembrar que nesta época não existia internet", completa.
O tour passa por esse e outros lugares imortalizados na história do hip hop. Muitos não existem mais. A primeira parada, porém, é no Hall da Fama do Grafite, na esquina da 106 com a Park Avenue, em Spanish Harlem. Neste momento, um figura da arte de desenhar com spray tenta ensinar os desajeitados visitantes a grafitar. Meio inútil mas, ok, ainda assim está valendo.
O tour termina no Bronx, na Grand Concourse Avenue, onde há uma espécie de Walk of Fame, uma homenagem às pessoas famosas ligadas ao bairro, como o ex-secretário de Estado Colin Powell, que nasceu lá. "Depois do Queens, temos o maior número de imigrantes em Nova York. E, com isso, várias opções gastronômicas e de entretenimento. O bairro está se tornando um destino turístico. Informações: (00 - 1-212) 209-3370; www.hushtours.com.
Na água, o Skyline é lindo
No estilão dos táxis americanos, com aquele visual amarelão, o water taxi leva os visitantes para uma outra perspectiva de Manhattan - a partir da água. Dos Rios East e Hudson, o skyline da cidade é ainda mais bonito e, no meio do caminho, os visitantes ainda passam por monumentos como a belíssima Ponte do Brooklyn. O legal do water taxi é que é possível comprar um passe que dá direito a dois dias de diversão com embarque e desembarque em vários píeres.
A empresa que administra o water taxi sugere, ainda, seis roteiros que podem ser feitos a pé, a partir de algum píer de desembarque: Greenwich Village; World Financial Center (na área do Ponto Zero, onde ficavam as torres do World Trade