? Bobeou, dançou...
A articulação da base aliada ao prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) para se vingar do presidente da Câmara, Roberval Sakai (PP), pela traição na eleição da Mesa Diretora em 2010, culminou em um tiro no pé do próprio governo, que agora pode perder, de fato, a maioria no Poder Legislativo e ainda garantir o apoio do PP ao candidato de oposição na disputa com Rodrigo, em 2012.
Apoio condicionado
Todos os fatos demonstram que os situacionistas não contavam com a "mãozinha providencial" dada pela oposição ao até então isolado presidente Sakai, que só garantiu a permanência no cargo de presidente em troca de não se vincular ao prefeito e estar junto com tucanos e demistas em 2012. No final do segundo tempo deste jogo sem torcida e sem graça, governistas tentaram evitar o acordo, mas ele acabou saindo. Se vai dar certo, o tempo dirá.
? Estrago para história
O impasse pela falta do segundo secretário na Mesa Diretora, que impede a discussão e votação de projetos, pode ter chegado ao fim, mas a mancha do fisiologismo não sairá desta legislatura, eleita com a esperança e o compromisso de renovação de comportamentos. Já é história: 2 de maio de 2011, o dia em que os vereadores paralisaram o Legislativo.
As lições da crise
Para o estreante no parlamento municipal Roberval Sakai fica a lição de que não dá para ficar trocando de barco político de acordo com a maré da manhã seguinte de cada dia. Acordo tem de valer e todo político que se preze assume lado e mantém postura condizente com o que firmou. Se não, perde crédito até para combinar um cafezinho. Para situação e oposição, também ficam lições de como não se comportar diante de um impasse institucional.
Luz para a avenida
Após ter considerado muito caro o orçamento de R$ 3 milhões da CPFL para implantar a iluminação na parte central da avenida Nações Unidas Norte, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) se reuniu com representantes da empresa para discutir alguns ajustes no projeto, anteontem em Campinas. O Executivo reservou apenas R$ 700 mil para a iluminação, que vão para as marginais.
Acerto remendado
Ou a concessionária de energia elétrica banca o projeto central de iluminação mais sofisticado, ao custo de R$ 3 milhões, ou o prefeito terá de remedear e aceitar ajustes que vão interferir na qualidade do projeto. Tudo isso para o custo cair. Apesar disso, Rodrigo ressalta que o atraso para a entrega da avenida não tem relação alguma com as indefinições em torno da iluminação, pois a CPFL não pode entrar no canteiro de obras a torto e a direito. Além disso, lembra Rodrigo, as chuvas do verão ajudaram a parar as obras.
UPA do Ipiranga
Segundo informações da administração municipal, um dos motivos apontados como responsável pelo atraso nas obras de construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila do Ipiranga estaria ligado a dificuldades financeiras da empreiteira responsável, a RCL Obras e Serviços Ltda. A empresa estaria com problemas no pagamento de fornecedores e funcionários. Estamos acompanhando.