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Discriminação homofóbica rende multa de R$ 87 mil ao Metrô de SP


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São Paulo - A Defensoria Pública de São Paulo multou o Metrô de São Paulo em R$ 87.250,00 por discriminação homofóbica contra uma mulher transexual. O caso aconteceu em 2010, quando um funcionário da companhia se recusou a fazer um bilhete único especial para a mulher.

A Defensoria obteve a decisão na última semana após oferecer representação à Secretaria do Estado de Justiça e Defesa da Cidadania, com fundamento na Lei Estadual n.º 10.948/2001, que prevê punições administrativas para pessoas físicas e jurídicas por atos de preconceito por orientação sexual.

Em fevereiro do ano passado, a mulher foi a um posto de atendimento localizado na estação Marechal Deodoro para pedir um bilhete único especial, mas o funcionário do metrô se recusou a atender o pedido porque o laudo médico da passageira fazia menção ao seu nome feminino, enquanto na sua documentação civil constava um nome masculino.

No dia seguinte, a mulher voltou ao mesmo posto com a cópia de um decreto municipal que prevê o uso do nome social como forma adequada de tratamento a transexuais. Na ocasião, o funcionário se exaltou e passou a ofender a mulher.

Em nota, a Defensoria afirmou que irá recorrer da decisão para pedir a aplicação da multa em seu valor máximo, de R$ 174.500,00.

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