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Usuário vê carro mais seguro que coletivo


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São Paulo - A maioria da população brasileira considera a rapidez a característica mais importante para um bom meio de transporte, de acordo com pesquisa divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Chamado de Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) - Mobilidade Urbana, o levantamento mostra que quem se desloca a pé, de bicicleta, carro, moto ou transporte público avalia a velocidade como fator determinante de um meio de transporte adequado. Essa característica também é a mais citada como a principal condição para aqueles que não utilizam o transporte público passassem a usá-lo.

A maioria das pessoas que se desloca de bicicleta, carro ou moto respondeu que poderia se tornar usuário do transporte público se ele fosse mais rápido. Para quem se desloca a pé, o principal fator para se tornar usuário do transporte público é a disponibilidade. No caso de uma segunda condição para usar o transporte público, a disponibilidade aparece em primeiro lugar para quem se desloca a pé, de bicicleta ou moto. Só quem se locomove de carro apontou a rapidez como fator determinante.


Segurança


Para 78% dos usuários de carros que já sofreram acidentes, o veículo é um meio de transporte "sempre ou na maioria das vezes seguro". Entre os usuários de transporte público, entretanto, apenas 40% dos que já sofreram acidentes pensam o mesmo.

A pesquisa procurou identificar as sensações experimentadas pelos usuários dos diversos meios de transporte.

Os dados da pesquisa identificaram também que 81% dos usuários de carro que já foram assaltados dentro do veículo consideram que é um meio de transporte "sempre ou na maioria das vezes seguro", enquanto no transporte público o número é 38%.

Segundo Ernesto Galindo, responsável pela consolidação dos dados, esses números podem ser resultado de um preconceito. Para ele, que é técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, em algumas situações o transporte público já tem um bom nível, mas a população não tem essa percepção devido à falta de informações.

"Essa sensação maior de insegurança no transporte público impede que as pessoas o utilizem. O poder público tem que trabalhar em duas frentes: melhorar o próprio transporte público, mas também as informações sobre sua eficiência e disponibilidade", disse.

A pesquisa sobre mobilidade urbana foi feita a partir de entrevistas domiciliares feitas entre os dias 4 e 20 de agosto de 2010. Abrange 146 municípios e um total de 2.786 questionários válidos com 30 questões. Participaram apenas pessoas maiores de 18 anos.

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