Lisboa - O FMI (Fundo Monetário Internacional) seguiu sua cartilha neoliberal ao impor sacrifícios econômicos e sociais a Portugal em troca do socorro financeiro de 78 bilhões de euros (R$ 184 bilhões).
As condições elaboradas com a UE (União Europeia) incluem cortes de despesas em educação e saúde, congelamento de salários públicos e pensões, privatizações e fim de benefícios fiscais para empresas e pessoas físicas.
O país terá que reduzir para um terço o atual rombo nas contas públicas até 2013, de 9,1% para 3% do PIB.
As empresas estatais a serem privatizadas são dos setores de transportes (como a empresa aérea TAP), energia, comunicações e seguros.
Além disso, 12 bilhões de euros do pacote poderão ser usados para garantir a saúde financeira dos bancos. O documento tem que ser aprovado pelos partidos de oposição, que já sinalizou que vai apoiar, e por todos os líderes da UE.