Depois de retomado o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), já são 3 os votos favoráveis à união homoafetiva estável.
Além do relator, Carlos Ayres Britto, o ministro Luiz Fux e a ministra Cármen Lúcia votaram favorável. Ainda restam 7 votos, uma vez que o ministro Antonio Dias Toffoli declarou-se impedido, devido ao trabalho que exerceu na Advocacia-Geral da União (AGU), antes de ser indicado ministro do Supremo.
Falando de improviso, o ministro Fux lembrou que homossexualismo não é crença, nem opção de vida. "Ainda mais se levarmos em conta a violência psicológica e física que a sociedade ainda tem contra os homossexuais". Para o ministro, se a homossexualidade não é crime, não há por que impedir os homossexuais de constituírem família.
"O homossexual, em regra, não pode constituir família por força de duas questões que são abominadas por nossa Constituição: a intolerância e o preconceito". Segundo Fux, a Constituição prega uma sociedade plural, justa, sem preconceito, com valorização da dignidade da pessoa humana e destacando que todos os homens são iguais perante a lei.