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Técnicos entram em reator japonês de Fukushima pela 1a vez após explosão


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Tóquio - Técnicos entraram no prédio do reator 1 da usina danificada de Fukushima Daiichi ontem pela primeira vez desde que uma explosão de hidrogênio arrancou o teto da estrutura um dia após o devastador terremoto seguido de tsunami de 11 de março.

Altos níveis de radiação dentro do prédio vinham impedindo que a equipe entrasse para começar a instalar um novo sistema de resfriamento e finalmente controlar a usina, processo que a operadora Tokyo Electric Power (TEPCO) disse poder levar o ano todo.

O tremor de magnitude 9,0 e o enorme tsunami que o sucedeu mataram cerca de 14.800 pessoas, deixaram aproximadamente mil desaparecidos e destruíam dezenas de milhares de casas.

A sequência de acidentes também derrubou todos os sistemas de resfriamento da usina de Fukushima, localizada 240 km ao norte de Tóquio, levando ao maior vazamento de radiação desde o desastre de Chernobyl em 1986.

Duas equipes da TEPCO e 10 empreiteiros com vestes de proteção, máscaras e tanques de oxigênio trabalharam durante uma hora e meia, entrando e saindo em pequenos grupos para conectar dutos de tubulação a ventiladores que filtrarão 95 por cento do material radioativo no ar, disse um porta-voz da empresa. "Iremos operar (os ventiladores) durante dois ou três dias. Depois disso planejamos iniciar o trabalho de instalação do sistema de resfriamento", informou o porta-voz Naoyuki Matsumoto.

A agência de segurança nuclear declarou mais tarde que o sistema de ventilação e os filtros já estão funcionando.

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