Nacional

Governo lança campanha de desarmamento um mês após o massacre no Rio

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, lançou na manhã de ontem, no Rio, com orçamento de R$ 10 milhões, a nova campanha de desarmamento no País, com a presença de familiares das vítimas da chacina na escola Tasso da Silveira, ocorrida há um mês. Prevista para começar em junho, a campanha foi antecipada após o massacre, em Realengo, onde 12 adolescentes foram mortos por um ex-aluno.

Essa é a terceira campanha nacional e vai até o dia 31 de dezembro. "A escola é um local de sonhos e futuro. É muito ruim ver um local como esse transformado no palco da tragédia que vimos", disse o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).

Como o prêmio mínimo para quem entregar a arma de fogo é de R$ 100,00, o programa deverá arrecadar no máximo 100 mil armamentos. Nas campanhas anteriores, foram recolhidas cerca de 500 mil armas de fogo, segundo o Ministério da Justiça.

O ministro da Justiça afirmou que a campanha "não é oportunista", como críticos afirmam, em razão da proximidade da tragédia. Ele anunciou que o ministério deve lançar até o fim do mês um plano de fiscalização de fronteiras, para evitar a entrada de armas no País. Segundo ele, o foco é a integração das forças de segurança, como Exército, polícias Federal, Civil e Militar.

A nova campanha garante o anonimato da pessoa que quer entregar a arma. Diferentemente das duas campanhas anteriores, não vai haver sequer registro do CPF de quem der a arma. Em troca, a pessoa receberá R$ 100,00, R$ 200,00 ou R$ 300,00, dependendo do tipo do material. Além disso, a arma será inutilizada no momento da entrega, a fim de evitar desvios posteriores.

Bene Barbosa, presidente da ONG Movimento Viva Brasil - que defende o uso de armas de fogo por civis -, disse ontem que a nova edição da campanha do desarmamento terá uma participação menor da população.

Nas edições anteriores, em 2003 e 2008, foram entregues, respectivamente, 460 mil e 40 mil armas. Para Barbosa, porém, todos os que tinham armas para entregar já tomaram a atitude nas outras duas edições.

Comentários

Comentários