O Registro de Identidade Civil (RIC) realmente é um novo e interessante documento de identificação do cidadão digno de um País que quer ser, em breve, uma das cinco maiores potências do mundo. Entretanto, o valor teoricamente é baixo (cerca de R$ 40,00, segundo estimativas iniciais), mas o montante arrecadado todos os dias dos brasileiros, via tributos, não é o suficiente para bancar a emissão da primeira via? Dados do IBPT provam que sim. Até o dia 4 de maio deste ano, cada cidadão pagou cerca de R$ 2,5 mil em impostos.
Num país em que é comum taxar o povo - inclusive de passivo, alienado, um Homer Simpson (como cita William Bonner) -, não é de se estranhar novos meios de angariação de fundos para encher a já inflada máquina pública. Se essa tal máquina pública fosse similar aos caixas eletrônicos e aos novos sistemas de invalidação de notas (em caso de explosão, por exemplo, uma tinta inutiliza as cédulas), certamente as mãos de políticos estariam coloridas.
Luiz Felipe T. Erdei