Tribuna do Leitor

Morte do fantasma


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Osama Bin Laden. Assassino, arquiteto de crimes horríveis. Sua ação mais célebre foi derrubar as Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001. A queda delas foi um marco histórico, tal como a queda de Roma em 476; tal como o suicídio do dia 24 de agosto de 1954 de Vargas; ou como a morte do homem que disse que a paz poderia durar para sempre, John Fitzgerald Kennedy, em 1963, na cidade de Dallas. Sem dúvidas, Bin Laden mudou o mundo. Para pior. É fato que o antiamericanismo está arraigado a diversos países, mas a exaltação da morte de um ser humano é algo perturbador. Os EUA mataram e sumiram com Bin Laden, tirando o direito de velar o corpo de alguém, existente desde a Antiguidade Clássica.

As fotos de sua morte não serão divulgadas, pois há temor de que isso tenha potencial par gerar um efeito incendiário, especialmente nos radicais que aproveitam-se da Jihad para justificar seus atos macabros. Se os EUA miraram no fundamentalismo, atingiram o alvo errado. Mataram um homem e não a causa. Bin Laden não era mais que um símbolo, não detinha mais poder estratégico militar na Al-Qaeda, fato que corrobora essa assertativa é ausência de computador em sua casa no Paquistão. Era um líder aposentado, um fantasma e não representava mais nada no mundo árabe.

A mais desastrosa tentativa de defender o direito de desrespeitar o direito internacional é a inverossímil alegação de legítima defesa, pois essa só ocorre quando há ataques diretos ou ameaças iminentes. O mais intrigante é o fato de Obama ser formado em direito em Harvard e desobedecer inescrupulosamente os preceitos de sua formação. É também uma hipocrisia por parte americana querer justificar esse crime, uma vez que tudo que ocorre em Guantánamo é ilegal e, portanto, pode-se depreender que pessoas podem ter sido torturadas para divulgar informações referentes à Osama. Apesar dos pesares, pode-se dizer que há uma "justiça" para com todas as famílias que tiveram seus corações partidos no dia 11.

Paulo Eduardo Palma

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