O governo do Egito anunciou medidas para interromper a violência religiosa no país, após 12 pessoas terem morrido em confrontos sangrentos em um subúrbio do Cairo devido a rumores de que cristãos teriam sequestrado uma mulher convertida ao islamismo.
O conflito sectário, ocorrido ontem, foi o pior desde que 13 pessoas morreram no dia 9 de março, quando uma igreja foi queimada.
Os eventos representam um novo desafio para os generais que governam o país desde a saída do poder do presidente Hosni Mubarak, em decorrência de intensos protestos.
O primeiro-ministro Essam Sharaf cancelou uma viagem ao Golfo Arábico para realizar uma reunião ministerial. O governo decidiu colocar mais forças de segurança perto de locais religiosos e endureceu as leis que criminalizam os ataques a lugares de culto.
"Aglomerações em torno de locais de culto serão proibidas, com o intuito de proteger a santidade desses lugares, garantir a segurança dos moradores e evitar confrontos sectários", disse o ministro da Justiça, Mohamed el-Guindy, em comunicado lido na televisão estatal.