Além da transferência dos internos determinada judicialmente, o Lar Escola não mantém mais os projetos educacionais anteriormente existentes. A suspensão dos projetos foi uma solicitação do próprio promotor da Infância e Juventude, Lucas Pimentel.
O diretor geral da entidade, Alexandre Perpétuo, concorda com essa solicitação da promotoria. "Eu acho que é o correto. Os convênios iam sendo desfeitos por falta de cumprimento. Temos que nos concentrar no que é nosso objetivo principal: cuidar bem dos nosso internos. Só iremos adotar um projeto que tenha a viabilidade comprovada", complementa.
Com as mudanças de foco do Lar Escola Rafael Maurício, umas das consequências da medida de "sobrevivência" foi o grande corte dos funcionários. O diretor informa que, desde que a diretoria assumiu, o quadro foi reduzido de 110 para 47.
"Esse número é suficiente para atender nosso objetivo principal, que é cuidar dos internos, de forma básica. Também contamos com a ajuda de pessoas voluntárias que se propõem a ajudar nessa nossa luta árdua. É muito importante que, quem se sensibilizar com o que estamos fazendo, venha nos ajudar", conta.
Ainda em relação aos funcionários, Alexandre Perpétuo explica que, até a semana passada, a administração conseguiu quitar três meses de salários atrasados, pagar metade do décimo terceiro, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outros direitos trabalhistas que estavam pendentes.