A titular da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes), Darlene Tendolo, torce para que a nova diretoria do Lar Escola Rafael Maurício consiga resolver a problemática que se arrasta desde a gestão anterior. Segundo ela, o município não quer que a entidade deixe de existir.
"Não queremos que (o Lar Escola) feche suas portas por conta de toda a sua história na cidade. Fizemos todo o possível. Dinheiro público exige prestação de contas. Nosso convênio (da Sebes com a entidade) foi suspenso por ordem do Judiciário justamente para preservar ambas as partes. Fizemos a transferência dos alunos que tínhamos, mas nada que implicasse no fechamento. Tivemos uma reunião com o presidente, eles estão empenhados. Eles estão tentando conquistar novamente o estatus de entidade para continuar funcionando."
Para Bauru, segundo ela, a entidade é muito importante. "Aquela região onde o Lar está necessita dessa assistência. Dos internos, muitos são de Bauru e será um transtorno muito grande retirá-los de lá. A nova diretoria apresentou vontade de resolver o problema. Uma vez que resolva e preste contas, a prefeitura vai retomar os convênios", adiantou.
A secretária ressalta que a prefeitura mantinha quatro convênios com o Rafael Maurício. "A lei exige a prestação de contas. Dinheiro público requer monitoramento. As diretorias anteriores encontraram dificuldades em cumprir a lei. Fizemos inúmeras reuniões e o prefeito tentou desmembrar o terreno para colocar à venda. Estamos à disposição da entidade, porque não nos interessa que ela feche as portas", observa Darlene.
Ela acredita na possibilidade da entidade sobreviver. "Eu penso que é possível resolver as questões. A nova diretoria está lutando para manter o funcionamento, existem muitas alternativas. A ordem judicial suspendeu os convênios até a regularização da situação."