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Polo aquáticoÇ: Bauru pode ser ?capital? da modalidade

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

Tradicional celeiro de jogadores de polo aquático, Bauru poderá ser oficializada em breve pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) como a "capital" brasileira da modalidade. A informação é de Paulo Rogério, coordenador de seleções de polo aquático da confederação, que está na cidade juntamente com a Seleção Brasileira masculina conhecendo o Projeto do Futuro, desenvolvido pela Associação Bauruense de Desportos Aquáticos (ABDA) e que atende a mais de 900 crianças bauruenses. O time verde e amarelo se prepara para a disputa do Campeonato Mundial, em julho´, na China.

"A ideia de transformar Bauru na capital do polo aquático nacional surgiu em uma conversa que tivemos aqui com o pessoal do projeto (Futuro) e isso nos interessa. Logicamente que isso envolve a confederação (CBDA), com seu presidente Coaracy Nunes. A partir do momento em que retornarmos ao Rio de Janeiro, sexta-feira agora, vou ter uma reunião com o presidente e vamos contar para ele a estrutura que Bauru nos oferece, as condições de trabalho de Bauru", explica Rogério.

O coordenador considera que Bauru precisa fazer poucos ajustes para sediar um centro de excelência de polo aquático masculino. No feminino, a situação é ainda melhor. "Hoje, falando para o polo feminino, digo que tem 100% de estrutura. Para o polo masculino, é preciso uma piscina maior. Nosso campo de jogo tem 30 metros e é mais complicado. Mas, hoje, o que vejo em Bauru atende perfeitamente o polo feminino. Estamos querendo ver no mês de julho, não para a seleção adulta que está indo para Xangai, mas para que a seleção júnior, que vai ter o Mundial na Itália, venha fazer a preparação final em Bauru", projeta.

Rogério não economiza elogios ao projeto desenvolvido em Bauru. "Fico até meio surpreso pelo grandeza do projeto, do número de meninos e meninas atendidos, pelo formato do projeto. Eu viajo muito pelo Brasil e para fora e vejo projeto com início e um pouco de meio. Esse projeto tem início, meio e fim. Isso é que é muito legal. A gente viu que, futuramente, esse pessoal pode chegar em nível competitivo. Não é a ideia fundamental do projeto, mas é um projeto que pode tirar garotos para um dia estarem na Seleção Brasileira. A gente, como seleção, como gestor de seleção, vê com bons olhos. Ter um celeiro de 900 pessoas em uma cidade onde eu possa sacar dois de nível olímpico é o que a gente está procurando no Brasil todo", observa.

O bauruense Rudá Franco, hoje atleta do Sesi-SP, revela a satisfação de voltar à cidade onde começou no esporte, incentivado pelo pai José Roberto Franco, o Sapé, ex-jogador de polo aquático e ex-secretário de esportes do município. "É a segunda vez que venho trabalhar com o pessoal do projeto. É sempre bom voltar e ajudar o lugar de onde você veio. Há um mês já tinha voltado para cá, sou muito amigo do André Anastasio (coordenador do projeto), que era amigo do meu pai", declara.

O capitão brasileiro, Felipe Santos, o Charuto, que joga pelo Pinheiros, ressalta a troca de experiências com as crianças do projeto. "A gente tem noção que é muito importante para eles, assim como é muito importante para a gente também. Ao longo de tantos anos na seleção, a gente nunca se deparou com um projeto em busca de novos talentos e formação de pessoas melhores para o futuro. É muito interessante a estadia aqui, a nossa passagem com eles. Importante para eles, mas muitas vezes mais importante para nós. Às vezes, a gente esquece que pode ajudar também", destaca.


Almoço


Hoje, a Seleção Brasileira almoça com as crianças atendidas no Projeto Caná, na Ferradura Mirim, e na quinta-feira, na Casa da Criança Madre Maria Teodora Voiron, Jardim Ferraz.

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