ACADEMIA JUNQUEIRA-KELLER
Com uma partida exibição entre os tenistas Fernando Meligeni e Flavio Saretta, o amigo e ex-tenista Ney Keller, que nos anos 80 defendeu o Brasil em vários confrontos da Copa Davis, inaugurou no último sábado, na cidade de São Joaquim da Barra (SP), a academia de tênis "Junqueira-Keller". Com três quadras cobertas, salas de musculação, pilates e fisioterapia, além de ótima lanchonete e também restaurante, a academia é elogiada como de "primeiro mundo". Até mesmo Meligeni, acostumado aos grandes centros, disse em seu blog no domingo que a academia de Ney é a mais linda que já viu no Brasil. Vários amigos de longa data de Ney prestigiaram o evento. Na foto, da esquerda para direita: Fernando Meligeni, Flavio Saretta, Thomaz Koch, Julio Góes (Meca), Ney Keller, Celso e João Paulo Sacomandi.
DESENCANTOU
O brasileiro Thomaz Bellucci, enfim, desencantou. No "Masters 1000" de Madri, encerrado no último domingo, finalmente conseguiu romper uma "barreira" pessoal e venceu um tenista que figurasse entre os 10 primeiros do ranking mundial. E o fez por duas vezes: venceu o britânico Andy Murray (4º), em jogo pelas oitavas de final, e no dia seguinte bateu o tcheco Tomas Berdich (8º) pelas quartas de final. Na partida de semifinal esteve próximo de vencer o melhor jogador do mundo no momento, o sérvio Novak Djokovic, quando, depois de ganhar o primeiro set (6/4), chegou a liderar a segunda parcial por 3/1, mas acabou perdendo. Entretanto, jogou um tênis semelhante, e em alguns momentos até melhor que o do sérvio. Seu próximo torneio é o "Masters 1000" de Roma. Caso vença o italiano Paolo Lorenzi, em partida pela primeira rodada, enfrentará o espanhol Rafael Nadal no segundo jogo.
DJOKOVIC
O sérvio Novak Djokovic venceu o espanhol Rafael Nadal na final do "Masters 1000" de Madri e encerrou uma série invicta de 37 vitórias de Nadal em quadras de saibro. Mas, se a série do espanhol terminou, a do sérvio continua. Djokovic está há 34 jogos sem perder. Não perde desde novembro de 2010 no "ATP World Finals", quando se viu derrotar diante do suíço Roger Federer. O número de vitórias seguidas do sérvio faz com que ele ocupe a nona posição no ranking de séries invictas conseguidas por jogadores do tênis masculino. O argentino Guillermo Vilas encabeça esse ranking com 46 vitórias (de julho a setembro de 1977), seguido pelo tcheco Ivan Lendl com 44 (setembro de 81 a fevereiro de 82). Em terceiro vem John McEnroe (EUA) com 42 (janeiro a maio de 84); em quarto, Bjorn Borg (SUE) com 41 (outubro de 79 a abril de 80); em quinto, Roger Federer (SUI) também com 41 vitórias (agosto de 2006 a março de 2007); em sexto, Bjorn Borg, em outra série, com 35 vitórias (maio a agosto de 1978); em sétimo, Thomas Muster (Áustria), também com 35 (abril a junho de 1995); em oitavo, novamente Federer, com 35 vitórias consecutivas (de junho a novembro de 2005).
DICA
Quando se inicia no tênis, uma dica muito ouvida é: "Para melhorar seu nível de jogo é preciso treinar e jogar com adversários melhores do que você". Não deixa de ser uma verdade. Contra eles, as dificuldades serão maiores, o que lhe possibilita saber onde estão suas maiores deficiências. Caso não tenha tanta facilidade para treinar ou jogar contra esses jogadores, procure assisti-los; observe o que eles fazem de melhor e como se comportam quando se vêem em situações de pressão. Mas é bom que se saiba que apenas jogar contra adversários melhores que você pode lhe tirar a confiança, pois na maioria das vezes eles irão te vencer. O melhor seria mesclar: jogar contra adversários iguais ou piores que você para te dar confiança e saber como é vencer uma partida e jogar contra melhores, para que saiba o que deve ser melhorado.
CURIOSIDADE
O brasileiro Marcos Daniel anunciou recentemente que está prestes de deixar o tênis. Mesmo com fortes dores no ombro, o brasileiro ainda vem tentando jogar. Pelo amor ao esporte, que também é sua profissão, e para ter direito a receber uma aposentadoria da ATP, Associação dos Tenistas Profissionais. Segundo as regras da entidade máxima do tênis profissional, quem termina o ano entre os 100 primeiros do mundo por cinco anos, seja em anos seguidos ou alternados, tem direito a receber, durante 20 anos, um valor equivalente a US$ 2 mil mensais. Daniel, que ainda tem pretensão de jogar um ou outro torneio, dificilmente terá direito a receber tal "aposentadoria", já que até o momento terminou o ano entre os 100 do mundo por quatro vezes apenas: 2005-96º, 2008 e 2009-87º; 2010-96º. Portanto, lhe faltará mais um ano para alcançar o referido direito. Outros brasileiros, no entanto, fazem jus a tal aposentadoria. A seguir os nomes, o ano e as posições que lhes garantiram o benefício: Luiz Mattar, 1986-95º; 1987-38º; 1988-44º; 1989-62º; 1990-43º; 1992-52º; 1993-70º; 1994-73º. O ranking mais alto alcançado por Mattar foi o de 29, em maio de 1989. Fernando Meligeni: 1993-99º; 1994-91º; 1995-64º; 1996-94º; 1998-57º; 1999-28º; 2000-100º; 2001-71º; 2002-74º. O melhor ranking de Meligeni foi o de 25 do mundo em outubro de 1999. Gustavo Kuerten (Guga): 1996-88º; 1997-14º; 1998-23º; 1999-4º; 2000-1º; 2001-2º; 2002-37º; 2003-16º; 2004-40º.