A cidade de São Paulo será excluída da Copa das Confederações de 2013. A declaração é do secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, que garantiu ontem que não há chances de usar o Morumbi para a competição e admite que o estádio em Itaquera, na zona leste da capital paulista, não estará pronto para o evento um ano antes da Copa do Mundo no Brasil.
No caso do Rio de Janeiro, a Fifa foi obrigada a rever os prazos para a entrega do Maracanã. Mas admite que terá de "cruzar os dedos" e torcer para que a cidade também não acabe fora do torneio. A Fifa considera a Copa das Confederações como ensaio geral do país para receber a Copa do Mundo e, num cenário ideal, um dos objetivos de sediar o evento seria o de testar o estádio de abertura e o da final do Mundial. Mas, no caso do Brasil, isso não será possível. Segundo Valcke, o estádio em Itaquera não deve estar pronto para 2013. Mas rejeita a ideia de usar o Morumbi como substituto, como foi sugerido. "Não há chances", garantiu.
Valcke deixa claro que o cenário com o qual a Fifa já trabalha concretamente é o de não usar São Paulo para o torneio. "Precisamos de quatro sedes para a Copa das Confederações. Não é tão trágico se não ocorrer em São Paulo", declarou. Valcke, porém, admite não saber ainda quais seriam as quatro sedes.
Teixeira acusado
O escândalo da eleição das sedes das Copas de 2018 e 2022 ganhou novo capítulo. Mais uma vez, envolveu o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, agora acusado de tentar vender seu voto. David Triesman, ex-dirigente da candidatura da Inglaterra-2018, disse ter recebido de quatro membros do Comitê Executivo da entidade pedidos em troca de votos para ficar com o Mundial.
Em dezembro de 2010, a Fifa elegeu a Rússia para a Copa-2018 - a Inglaterra obteve só 2 dos 22 votos. O Qatar ficou com o Mundial-2022. Ao depor no parlamento britânico, Triesman disse que, quando falou com Teixeira sobre a candidatura inglesa, ouviu a seguinte frase: "Vem aqui e diz o que você tem para mim". Em nota, a CBF informou que seu presidente Ricardo Teixeira irá processar Triesman. "O presidente da CBF já está tomando as medidas judiciais cabíveis pelas absurdas declarações", afirma a nota.