Internacional

EUA atacam território paquistanês com suas aeronaves não tripuladas


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Washington - Os EUA realizaram ontem o segundo ataque de drones (aviões não tripulados) em território paquistanês após o assassinato do extremista saudita Osama Bin Laden no dia 1 de maio.

Os dois ataques estão sendo interpretados por analistas como um desafio dos EUA às advertências do governo paquistanês contra as violações de sua soberania. Os bombardeios ocorreram no último dia 6 e ontem, exatamente após Islamabad fazer críticas públicas ao governo americano.

Anteontem, o premiê do Paquistão, Raza Gilani, havia dito que novas ações dos EUA, como a que matou Bin Laden trariam "risco de sérias consequências". Ele rebatia declarações do presidente americano Barack Obama de que Bin Laden teria recebido apoio interno para permanecer escondido no Paquistão.

Na madrugada de ontem, drones dos EUA lançaram mísseis contra um edifício e um veículo na região de Angoor Adda, no Waziristão do Sul, próximo à fronteira com o Afeganistão. O bombardeio deixou cinco mortos e ao menos sete feridos.

O primeiro ataque após a morte de Bin Laden, no dia 6, ocorreu horas após o Exército do Paquistão dizer que não toleraria outra operação letal dos EUA no país. O drone fez ao menos 13 vítimas fatais no Waziristão do Norte.

Autoridades americanas disseram, sob anonimato, que os EUA têm recorrido a ações com drones com o objetivo de fazer demonstrações de força para o Paquistão.

No ano passado, ao menos 118 bombardeios com drones americanos aconteceram em território paquistanês. A justificativa, na maioria dos casos, era atacar líderes tribais e insurgentes que usariam o território do Paquistão para planejar e lançar ataques contra tropas dos EUA no Afeganistão.

Os bombardeios haviam diminuído a partir de janeiro, desde que um mercenário da CIA (agência de inteligência dos EUA) foi detido após matar dois paquistaneses. O ritmo de ataques parece ter crescido após a morte de Bin Laden, em um momento em que também se eleva o clima de tensão entre a CIA e o ISI (serviço secreto paquistanês).

Os norte-americanos acusam os paquistaneses de terem vazado para a imprensa o nome do chefe da CIA em Islamabad, o que teria colocado o agente em risco.

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