Os Estados Unidos repassaram a outros governos informações obtidas no esconderijo onde Osama bin Laden foi morto no Paquistão, segundo fontes norte-americanas e ocidentais de contraterrorismo.
Entre o material que está sendo mais atentamente observado está aquilo que um funcionário dos EUA qualificou de "manuscrito" atribuído ao próprio Bin Laden.
Sob anonimato, essa fonte disse que o material era um "diário de ideias" no qual o fundador da Al Qaeda refletia sobre táticas e alvos de possíveis atentados do grupo islâmico. Mas, segundo as fontes ouvidas pela Reuters, não há evidências de planos específicos ou iminentes contra alvos no Ocidente.
No entanto, o material encontrado na casa onde Bin Laden foi morto pode levar a "alguns ajustes" nas normas de segurança dos EUA e dos países que receberam essas informações, segundo uma fonte oficial ocidental, que também solicitou anonimato.
Os funcionários não especificaram quais governos tiveram acesso às informações, retiradas de computadores, pen-drives e outros equipamentos apreendidos pelas forças norte-americanas.